sábado, dezembro 31, 2011

快樂2012!

A propósito, de propósito, como entenderem... é nossa missão!
Assim,
Se ainda não conhecem, vale a pena ouvir a entrevista e ouvir cantar o Fado em mandarim e em português, por esta tão especial fadista - Cao Bei



(Boa zona!, digo, Boa, Júlia!...)

Fados!

quarta-feira, dezembro 21, 2011

"SERÃO DIVINO"



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Com este fado, uma quadra de Augusto Gil, glosada por J. Linhares Barbosa, que Tristão da Silva interpreta numa música de Vianinha, desejo a todos um FELIZ NATAL e Bons Fados!

quarta-feira, dezembro 14, 2011

quarta-feira, dezembro 07, 2011

"Meia Hora de Ouro"


Segundo o Hardmusica nos narra, o Fado apresenta-se hoje no Parlamento, corporizado nesse vulto já quase lendário que todos os portugueses bem conhecem - o filho de Lucília do Carmo, um homem culto, inteligente e muito bem relacionado que imenso tem feito em prol da sua causa fadista. Hoje, a rematar em penalty, o bota, digo, boca d'ouro apresenta-se aos parlamentares, após a hora de serviço, como convém, para lhes cantar meia hora de fados que, dado o título, nos vão ficar ao preço do dourado metal! Esperemos que, no mínimo, transmitam o sempre interessante cerimonial de exibição povonada, digo, pavonada...

Apetece-me dizer: O FADO NÃO É POBREZINHO, MAS TAMBÉM NÃO É ISTO!

Não, não tem nada a ver, a não ser com uma louca e desmedida necessidade de protagonismo em que quase todos têm embarcado, como embarcaram em tantas outras que são hoje a nossa ruína...
O reconhecimento do Fado pela Unesco vai, certamente, servir a alguns que já esperam mais esse filão d'ouro, agora que a mama da Europa está quase seca..., mas não é coisa que sirva o Fado ou de que o Fado necessite para ser o que genuinamente é. De resto, parece-me de uma enorme hipocrisia virem com a conversa de que "esta distinção premeia, em primeiro linha, os fadistas, os músicos, os poetas, os compositores, que fizeram e fazem, ao longo das gerações, a riqueza deste género específico da nossa cultura popular", quando, em boa verdade, os nomes fadistas em destaque são sempre os mesmos e quando não houve sequer o cuidado de, na colecção de selos , fazer representar um dos grandes nomes de um compositor, de um letrista ou de um instrumentista; nem sequer a Severa, esse "mito fundador" do fado, lá teve assento!..., mas teve-o o senhor que é agora, pasme-se, "o grande embaixador da música portuguesa além-fronteiras"!... Se me permitem, será um dos grandes embaixadores, não "o" grande embaixador... De resto, ao longo dos tempos tem havido, por todo o mundo, outros excelentes divulgadores do Fado, tendo, por certo, de entre eles, especial relevância os emigrantes.
Em suma, neste país, onde já quase tudo se permite e impera como que uma "galopada golpista", canta-se o Fado na Assembleia, quiçá para premiar o atónito pavão, perdão, povão espoliado à revelia de leis que ali se vão fazendo aprovar... E é precisamente um fadista conotado com os que desaprovariam este estado de coisas que vai "dar fado" a todos nós...
Ora digam lá se não é precisamente a cereja no topo do golo, digo, bolo!...

sexta-feira, dezembro 02, 2011

ANA MARIA e GABINO FERREIRA

Foi com grande alegria que os portugueses, particularmente a comunidade fadista, acolheu a notícia de ter sido o Fado reconhecido como Património da Humanidade;


mas foi com tristeza que, quase em simultâneo, se recebeu a notícia da morte de dois notáveis fadistas, Ana Maria, a fadista negra, e Gabino Ferreira, o último dos da Velha Guarda.


Em anteriores verbetes, no Fadocravo, tive ocasião de lembrar e homenagear um e outra, mas hoje, ao lembrar essas vozes tão fadistas, presto-lhes também uma última homenagem e ao Fado que tanto enriqueceram, cantando-o.





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sábado, novembro 26, 2011

DEOLINDA RODRIGUES - "Fado do Emigrante"

Lembrei-me eu agora de relembrar este Fado, agora que até altos responsáveis da Nação sugerem que emigremos ?!... Ora bem! Nós e a nossa valise de cartão... Um povo de emigrantes / imigrantes e migrantes...

Aqui fica , então, o "Fado do Emigrante", de Amadeu do Vale e Jaime Mendes, na interpretação da sua criadora, Deolinda Rodrigues



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domingo, novembro 20, 2011

"Nos tempos em que eu cantava" - ALFREDO MARCENEIRO

Presentemente, anda por aí tanta gente a assassinar o Fado, que cada vez mais me apetece apenas ouvir os antigos...

E tantos que renegaram o Fado, tantos que o apoucavam e a quem dele gostava, agora são os maiores, agora todos sempre amaram a Canção Nacional e sabem tudo... Nesse tempo, em que o cachet não era o mais importante, os fadistas reuniam-se e cantavam por gosto; nem interessava a quem dele agora faz filão dourado...; sim, agora que o Fado dá fama e proveito, todos são fadistas...

Parabéns!, mas não deixem de consultar a Fadoteca; pode ser que por lá descubram coisas muito interessantes!...

Entretanto, fiquem-se com este fantástico "Nos tempos em que eu cantava", de Fernando Teles e de António Rosa Sapateiro, na interpretação maior do nosso Alfredo Marceneiro.


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terça-feira, outubro 11, 2011

TINO FERREIRA - "Amor de pai"





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A complementar o verbete no Fadocravo, a interpretação, por Tino Ferreira, do fado "Amor de pai", uma letra de Armando Neves

sábado, outubro 08, 2011

Emissão filatélica "O FADO"


Ainda acerca desta emissão filatélica que será apresentada no Museu do Fado no próximo dia 12 do corrente, encontrei aqui a informação mais completa, com acesso ao respectivo Edital, onde se poderá ler um breve texto "explicativo", subscrito por Sara Pereira.

É claro que todos nós, mais ou menos ligados à causa fadista, nos interrogamos acerca da escolha destas individualidades e não doutras, tão ou mais representativas do Fado, e que tantas foram!, logo a começar pela Severa, mito fundador do universo fadista... Todos nós, creio eu, gostaríamos de saber os critérios que presidiram a esta escolha, ou, como é costume, ficar-nos-emos pela aceitação de decisões a que a parcialidade e o compadrio não são, por vezes, estranhas?!...

Por certo que, aquando do lançamento da colecção, à responsável do Museu do Fado, que terá ouvido, para a decisão tomada, os seus conselheiros, nos quais se incluem, creio eu, os fadistas Carlos do Carmo e Vicente da Câmara, será fácil explicar as razões desta escolha e o fará com todo o gosto e fervor democrático... Provavelmente dir-nos-á também porque se optou por não se fazer representar, nesta colecção, outros gigantes do Fado que, assim, continuam a ficar escondidos por detrás das figuras de quem lhes dá voz; refiro-me, obviamente aos autores de letras e músicas absolutamente magistrais, sem as quais, hélas, nem seria possível brilharem no céu as outras estrelas que a colecção premeia. E dir-nos-á ainda a razão de se ter igualmente ignorado aqueles que dão ao fado outra voz, a da guitarra e a da viola...

Ou não?!... Aguardemos!

quinta-feira, outubro 06, 2011

Parabéns, Sr. Carlos!



Parawells, sim! Para além de conseguir esta façanha de que mais ninguém, creio eu, se poderá gabar, consegue ainda que o seu sê-lo tenha maior valor do que o de Amália!... E esta, hem?!

É caso p'ra dizer que Mais vale selo...

Enfim, temos, no país que merecemos, as pessoas que igualmente merecemos...

Como diria o outro, -Palavras para quê? É um "artista" português!...

quinta-feira, setembro 22, 2011

ZECA AFONSO - "Inquietação"



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Edmundo Bettencourt e Alexandre Resende são os autores; Zeca Afonso o intérprete deste fado de Coimbra, "Inquietação"

"És linda!, se foras feia / Mesmo assim eu te queria / Não é por ser lua cheia / Que a lua mais alumia // Todo o bem que não se alcança / Vive em nós, morto de dor / Quem ama de amor não cansa / E, se morrer, é d'amor"

Plat.

segunda-feira, setembro 19, 2011

MARIA DE FÁTIMA - "Ceia fadista"





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De Carlos Conde e Casimiro Ramos, Maria de Fátima interpreta "Ceia fadista", acompanhada pelas guitarras de António Parreira e de Armandino Maia, a viola de Francisco Gonçalves e a viola-baixo de José Mª de Carvalho


"Conheci no Ribatejo / aquele moço forcado / primeiro disse um gracejo / à tarde atirou-me um beijo / à noite pediu-me um fado // Porém, na ceia fadista / à moda ribatejana / ele, num ar de conquista / namorava muito à vista / os olhos duma cigana // Então, já sentindo o lume / de paixões abrasadoras / fui cantar sem azedume / só p'ra mostrar que há ciúme / num amor de poucas horas // Cada vez que ele a fitava / ia sempre a olhar p'ra mim / mas nem ela imaginava / nem eu própria acreditava / que a cena estava no fim // Mas, após tudo acabado / outra voz chamou-lhe seu / ambas iguais neste fado / nem ela foi do forcado / nem o forcado foi meu"


É caso p'ra dizer "Não há uma sem duas, nem duas sem três"..."E esta, hem?!"

terça-feira, setembro 13, 2011

MANUEL DE JESUS - "Perdi o meu coração"



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Acompanhado pelo Conjunto de Guitarras de Jorge Fontes, Manuel de Jesus interpreta "Perdi o meu coração", de Lopes Victor e de Carlos da Maia

segunda-feira, agosto 29, 2011

QUINITA GOMES - "Festa na Atalaia"




Queria muito aqui lembrar esta fadista e por isso me atrevo a fazê-lo com um registo fonográfico em mau estado (também, já não é o primeiro...), mas é o que tenho!...


Antes assim que nada, não é?


No verbete de 2 de Agosto de 2007 do Fadocravo, já eu tinha falado no nome da Quinita Gomes
http://fadocravo.blogspot.com/search?q=quinita+gomes , a propósito de uma ida ao Porto de uma representação fadista que Quinita integrou com, entre outros, o seu companheiro de então, o fadista Frutuoso França...


Hoje, lembro "uma das letras mais populares do repertório de Quinita Gomes", nome artístico de Joaquina Gomes, "Um passeio à Trafaria", da autoria do consagrado João da Mata, que foi também seu companheiro.


Quinita Gomes começou a cantar com apenas 8 anos de idade. A sua voz «velada e triste» fez-se ouvir na "Jansen", no "Solar da Alegria", no "Salão Artístico de Fados"... e no "Monumental", onde um dia se estreou uma outra fadista com apenas 10 anos de idade, Mariana Silva, "A Miúda do Alto do Pina", de quem foi Madrinha de Fado.


"Festa na Atalaia", assim se intitula este fado, que tem como autores João da Mata e Miguel Ramos, é do repertório e interpretado por Quinita Gomes

VÍDEO DE HOMENAGEM


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Encerrando hoje as Festas em Honra de Nossa Senhora da Atalaia, republico, a propósito, este verbete, já publicado em 14.AGO.2009, lembrando uma vez mais esta fadista do antigamente (ou nem tanto...) e este fado de que muito gosto.

terça-feira, agosto 23, 2011

EULÁLIA DUARTE - "O sabor do Fado"


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"...Cantar o Fado é saber / Sentir, amar e sofrer..."

Com música de Jorge Fontes e letra de D. Silva, Eulália Duarte interpreta "O sabor do Fado".

Plat.

Eulália Duarte, uma singular voz do Fado, natural de Lisboa (Lumiar), estreou-se no Café Luso (Catedral do Fado) na travessa da Queimada em 1947, foi em Moçambique (Lourenço Marques), dona de duas casas de fado onde teve grande projecção... "Club dos Lisboetas - Adega da Madragoa e Tendinha" casas onde muito trabalhou... em 1972 com o fadista Carlos Macedo, foi eleita Rainha do Fado... 

Gravou muitos temas tais como: "Você Chega a Estas Horas" (1º grande exito), "Lenda das Rosas" (2º exito), "Sabor a Fado" (3º grande exito), seguiu-se o "Dia de Feira" exito em duas versões, "Ser Fadista", "Assim era o Fado", "Lisboa minha Lisboa", "No Ribatejo", "O Meu Cigano", "Marujo de Lisboa", "Sabor a Fado", "Espalho o meu Coração", "A verdade que sou Eu",... pôs o seu cunho pessoal no "Lisboa Antiga", "Numa Casa Portuguesa", "Fado das Caldas", "Armazém dos Maridos", "O Meu Amor é Forcado", entre muitos outros e últimamente o (Fado do Cartaxo) "Vai acima, vai abaixo, com o Bom Vinho do Cartaxo" , grande exito, este fado é um cartão de visita à cidade... 

Fez vários filmes onde se destaca o "O Explicador de Matemática" de Corinha Ramos, entrou no comentário televisivo o "Ribatejo no Fado"... foi solista de orquestras, cantou nas melhores casa de fado de Lisboa e do nosso pais ao lado de grandes nomes, na rádio, televisão, em festas e romarias, recebeu várias prémios, conta com mais de 65 anos de carreira... 

É casada com José Albergaria da Silveira, técnico de contabilidade e não têm filhos... encontra-se a residir à mais de 30 anos em Ereira - Cartaxo (bonita aldeia no coração do Ribatejo), tendo-a adoptado como sua terra natal...

Na festa dos seus 60 anos de carreira no pavilhão do Centro Social e Paroquial contou com a presença de muitos colegas e amigos... entre as quais a já saudosa Dilma Melo (Nazareth Barbosa) (fadista e solista da Orquesta Típica Scalabitana)... últimamente Eulália Duarte encontra-se adoentada... por isso está afastada...

Os seus temas encontram-se gravados em vínis e cassetes, já não se encontram à venda, alguns temas estão disponíveis no Google, Facebook e no www.youtub.com...

Alguns fadistas amigos: Herminia Silva, Frutuoso França, Alfredo Marceneiro, Maria Albertina, Luís Piçarra, Amália Rodrigues, Lucília do Carmo, Fernando Maurício, Berta Cardoso, Carlos Macedo (Rei do fado 1972), Argentina Santos (dona da Parreirinha de Alfama), Celeste Rodrigues, Deolinda Rodrigues, Maria Augusta, "Zito (José Eduardo)", Nuno de Aguiar, Dilma Melo, José Carlos Garcia, Carlos Lisboa, José Carlos Agustinho, Maria João Quadros, Alexandra, António Figueiredo, Matilde Pereira, António Passão, Manuel João Ferreira, Manuel José Duarte, Emílio Serra, Palma Gois, João Chora, Joana Amendoeira e a nova revelação Hugo Faustino, entre muitos outros...

Alguns guitarras e violas com quem trabalhou: Pacheco (Pai), Profº Joel Pina, Jorge Fontes, José Fontes Rocha, António Chaínho, Martinho D`Assunção, Raul Silva, Avelino Magalhães, José Braga, Carlos Lopes, António Fonseca, Fernando Rebelo, Carlos Velez (Pai), Rui Girão, José Carlos Marona, Raimudo Seixas, Gilberto Silva, Custódio Castelo, José Bacalhau, Luís Petisca, Cajé Garcia, Pedro Amendoeira, entre muitos outros...

Jorge Durão


sexta-feira, agosto 12, 2011

JOSÉ MANUEL OSÓRIO - "Fado da Meia-Laranja"





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Uma tarde, na "Mexicana", onde fui lanchar com o José Manuel Osório, agradeceu-me ele este vídeo de que "tinha gostado muito" e ilustrava bem o seu sentir.


Nunca fomos íntimos e nem amigos de convivência regular; encontráva-mo-nos esporadicamente, quase sempre "por acaso". Aconteceu a última vez há alguns meses, na Alameda, e ali estivémos um bom bocado à conversa, com a nossa comum amiga Mariana Silva, que ele muito estimava, "não mais já se vê do que à sua (nossa) queridíssima Fernanda Maria", como eu gostava sempre de ironizar... :-) Foi com o costumado entusiasmo que me falou do trabalho que então estava a desenvolver acerca da História do Fado e da investigação documental que estava a efectuar na Torre do Tombo. Eu escutava-o e sentia-me (ainda mais) pequenina e fraca; aquele Homem passou os últimos 27 anos de vida a ilustrar o que é um verdadeiro Lutador! Quantos de nós, por bem menos, soçobramos!... Por certo, perdemos um investigador dedicado e amante do Fado que ele próprio interpretava pessoalissimamente, destacando eu esta interpretação deste excelente fado, de entre todo o seu restante repertório.


O Zé Manel vai fazer-me falta, como, afinal, nos faltam todos os que queremos e admiramos pelo seu trabalho e integridade.


"José Manuel Osório é mais um nome incontornável no fado, não só como fadista, mas também como investigador e estudioso do Fado, com obra editada. Este fado, que lhe ouvi cantar, emocionada, há já alguns anos, numa noite, no "Tostão", continua a ser um dos meus preferidos, não só pela belíssima letra de José Luís Gordo, que tão bem tratou este tema tão difícil, como pela feliz escolha desta música de Joaquim Campos, como ainda pela superior interpretação de J. M. Osório. " (verbete de 9.Out.2008, no Fadocravo).


Em sua Homenagem, meu Amigo!

quinta-feira, agosto 11, 2011

JULIETA SANTOS - "Brincos de Princesa"



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No tempo das cerejas... Linhares Barbosa escreveu, Carvalhinho musicou, Maria Pereira foi a criadora deste fado intitulado "Brincos de Princesa", que aqui apresento recriado por Julieta Santos, acompanhada pelas guitarras de António Chainho e de Armindo Fernandes, pela viola de José Maria Nóbrega e a viola-baixo de Pedro Nóbrega.

Plat.

sexta-feira, julho 29, 2011

E você, sabe quem foi William Gilman?...





Não?! Não diga!...


Aqui tem a resposta. E, antes que não leia, para lhe aguçar a curiosidade, posso adiantar que este exigente crítico inglês de que se fala, afinal seria bem português e até pouco perceberia de música... É claro que a Amália nada tem a ver com esta "técnica de vendas" de que nem necessitava; contudo, parece-me interessante lembrar o quanto a nossa ignorância se deixa enganar por estas falsas luminárias que tanto nos deslumbram, particularmente se ostentarem assim um nome estrangeiro ou estrangeirado que baste... Que crédito teria um Guilherme em terras Lusas?!...

segunda-feira, julho 18, 2011

ALFREDO MONDERREI - "Aragem"

D.L.67

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De Carlos Paniágua e de J. Maria dos Anjos, "Aragem", na interpretação de Alfredo Monderrei, acompanhado pelo Conjunto de Guitarras de António Luís Gomes

segunda-feira, julho 11, 2011

ISAURA GONÇALVES - "Nostalgia do Fado"


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Isaura Gonçalves, que em 1954 era já uma "promessa" no Fado, faz-se ouvir na "Parreirinha de Alfama", de cujo elenco faziam então parte a consagrada Berta Cardoso e o notável Júlio Vieitas. Aqui a lembro hoje, interpretando esta belíssima "Nostalgia do Fado", de António Mestre e de José M. Rodrigues, acompanhada à guitarra por A. Chainho e Fernando de Freitas e, à viola, por J. Mª Nóbrega e Raul Silva.

sábado, julho 09, 2011

O encanto misterioso de Al-fama e da Moura-ria


Ilust.
Dois bairros marcados pela Arte mourisca que perdura no Fado, na guitarra, na navalha e mesmo no tipo do Fadista tradicional...

domingo, julho 03, 2011

EMÍLIO DOS SANTOS - "Velha cantiga"



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Um fado da autoria de F.B.Rodrigues e de M. Figueiredo, interpretado por Emílio dos Santos


"Quando a meu peito encostada / Seguro a minha guitarra / Faço tal qual a cigarra / Canto cantigas mais nada / O nosso fado que dizem ser fatalista / Nele tenho devoção, sou fadista / E canto com o coração "

sexta-feira, julho 01, 2011

VALENTINA FÉLIX - "A rua do meu fado"

"A rua do meu fado", de Lopes Victor e de Martinho d'Assunção, é o fado que escolhi para lembrar Valentina Félix, acompanhada por Francisco Carvalhinho e Jorge Fontes, à guitarra, e por Martinho d'Assunção, à viola.



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quinta-feira, junho 30, 2011

ANTÓNIO PINTO BASTO - "Sorriso"





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De J.Vasconcellos e Sá e de Franklin Godinho, este "Sorriso" na voz de António Pinto Basto, acompanhado pelo Conjunto de Guitarras de António L. Gomes

terça-feira, junho 28, 2011

ANABELA SILVA - "Atalhos proibidos"




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À guitarra: José Nunes e Francisco Peres, à viola: Humberto Andrade, na viola-baixo: Raúl Silva, acompanham Anabela Silva que interpreta um fado de Artur Ribeiro e Miguel Ramos - "Atalhos proibidos".


Lá diz o povo que "quem se mete em atalhos, mete-se em trabalhos"; demais, proibidos... "Pode chegar ao fim e não ter nada!"

segunda-feira, junho 13, 2011

Eduardo Dôres - o sapateiro fadista



Ilust. 1930 (do filme "Lisboa", de Leitão de Barros)


Muitos outros fadistas houve que, de profissão, tinham esta arte; dum, particularmente, me lembro agora, Rei no Fado - Fernando Maurício, "O Rei sem coroa" como o intitulou Diogo Varela Silva no documentário que fez acerca da vida e obra desse enorme quão genuíno fadista.

segunda-feira, maio 30, 2011

A JÚLIA florista


O Dom. Ilust. 1925

Eis aqui a notícia da morte da "última fadista", a Júlia florista, grande aficionada e muito estimada no meio tauromáquico.
Vamos recordá-la com o fado que leva o seu nome, da autoria de Leonel Vilar e de Joaquim Pimentel, na interpretação de Maria José Villar.






quarta-feira, maio 25, 2011

"O Fado e as Toiradas em Portugal"





É esse o título dum curioso livro, editado em Portugal nos anos 60 (1968-1969?), com texto em português, francês, inglês e espanhol, da autoria de A. Martins Rodrigues e colaboradores, particularmente destinado "aos portugueses espalhados pelo mundo" que "não podem saber que as virtudes da raça se mantém ainda na religiosidade com que escuta o fado ou na intrepidez com que a juventude enfrenta toiros - os toiros que só se criam sob o sol bendito da Península".

Está claro que foi, entre outros, um documento da Propaganda, dirigido aos estrangeiros, tentando captar turistas aos quais se pretendia vender um país quente e luminoso com tradições únicas e inusitadas, que mantinham a sua genuinidade, embora fossem quase tão antigas como o mundo...

Pese embora o caracter comercial da obra e algumas imprecisões que contém, mais me parece importante sublinhar o mérito que a obra então terá tido de lembrar, a uns e dar a conhecer, a outros, algumas das muitas riquezas culturais que Portugal tinha para oferecer aos estrangeiros de fora e de dentro... Muito ilustrado (embora maioritariamente a preto e branco) como convém ao género, é de agradável consulta. Para além do Fado e da Tourada, não foram esquecidos, os Monumentos, Paisagens, o Folclore, o Artesanato e os Vinhos do Porto.

Aqui vos deixo as páginas que se referem à "Parreirinha de Alfama", sob a gerência de Argentina Santos, que sempre primou por ter um elenco de luxo, casa já então muito frequentada por estrangeiros, onde se comia e fadistava muito bem até de madrugada...

Ora escutem

Maria da Fé canta o "Fado de Alfama", uma letra de Torcato da Luz no Fado Nuno






Seguidamente, Natalino Duarte com "Maldição", de Fernando Farinha e H. Lourenço





Natércia da Conceição
e "É noite na Mouraria", de António Mestre e de José M. Rodrigues




"Ontem e hoje" é o fado, da autoria de Raul Dias e José Inácio, que Francisco Martinho interpreta




Agora, a pedido de várias famílias, Lina Mª Alves faz-se ouvir no seu conhecido "A mim jurou-me também", com letra do dono da casa, o Alberto Rodrigues, música de A. dos Santos





A fechar o programa, Argentina Santos brinda-nos com "A grandeza do Fado", de Clemente Pereira e Jaime Santos

sábado, maio 14, 2011

AMÁLIA RODRIGUES - Mª DE LOURDES MACHADO



Séc. Ilust. 1948



Inevitavelmente, à noite, jantar e fados, na Adega Machado. Cantou, por certo, a Mª de Lourdes Machado, sabe-se lá se algum destes fados
http://fadocravo.blogspot.com/search/label/M%C2%AA%20de%20Lourdes%20Machado









e, aposto, a sua (dela) comadre também teve que assistir... Talvez a "Menina Lisboa"






terça-feira, maio 10, 2011

PACO BANDEIRA - Sei e não sei



Por falar em Procissão...

"Olha à tua volta, com atenção, e o que é que vês, o que é que vai na Procissão?..."
Se quer saber a resposta, oiça o Paco, com atenção e, se gostar, pode ouvir mais no CanalCantiga, do Paco, no YouTube.
Parabéns!

sábado, abril 30, 2011

JOSÉ FREIRE - "Os Feiticeiros"



José Freire interpreta, no Mouraria, uma letra de Luís Durão



Homenagem a Luís Durão
Homem probo, amigo leal
Luís Durão pertenceu a um grupo mítico de fado lisboeta,
chamado “Os Feiticeiros”
, onde pontuavam João Ferreira Rosa,
João Braga, Ana Rosmaninho e muitos outros. Esses amigos,
trouxe-os ele ao Sardoal, várias vezes, para actuarem nas Festas
de Setembro do início dos anos 70 do século passado. Faleceu em
7 de Novembro último e a sua homenagem póstuma é aqui feita
por Nuno Roldão…
Conheci o Luís na infância, quando ele e os pais
vieram residir no Sardoal na Quinta de S. Bruno (vulgo
Quinta do Carapuço). Foi porém na juventude que a
nossa amizade se fortificou, sobretudo através do Álvaro
Bandeira. Tenho na memória “patuscadas” várias, quer
na quinta, quer noutros locais do Sardoal, feitas com
a rapaziada daquele tempo. Com ele travei conversas
múltiplas, próprias da juventude e da nossa imaturidade.
Com o seu vozeirão tonitruante, bem cedo revelou
ser pessoa muito directa, muito pão-pão, queijo-queijo,
o que nem sempre era bem entendido por terceiros, sobretudo
os adultos. Rosto sempre fechado, um pouco
truculento nos diálogos e até nas atitudes, por vezes
exaltado e brusco, mas nunca lhe vi guardar rancores.
Mais tarde, noutras conversas travadas com ele
e com outros do grupo, já em fase de maturidade, bem
entendi que como cidadão ele pensava que as verdades
não constituíam ofensa, ofensas eram as mentiras. Pensava
e agia desse modo frontal. Pessoa sem artifícios
de postura e de linguagem, inconformista, essa atitude
granjeou-lhe incompreensões, inimizades, ostracismos
e muita amargura.
Mas a verdade é que o Luís Durão era um homem
probo, de coração aberto, amigo leal, solidário
com os outros, embora nunca o aparentasse. Sabia ser
cordial, afável e simpático no trato. Era uma personagem
em conflito consigo próprio. Um dia, ali para os lados de
S. Pedro de Alcântara, em pleno PREC, encontrámo-nos
casualmente, numa manifestação política do PS. Ele tinha
construído uma bandeira com um pano vermelho,
aonde colara o símbolo do PS feito em papel. A bandeira
pregou-a a um pau de vassoura. Era como que uma
sua imagem de marca pessoal. Esta peripécia ficou-me
sempre na memória. Cedo porém, como aconteceu
com muitas pessoas esclarecidas, afastou-se das movimentações
político-partidárias e um dia revelou-me
ser um socialista-libertário, muito próximo do pensador
Bakunine, a quem imitava nas barbas na perfeição. Contei
um dia esse “flash” à mãe, D. Lurdes Durão, que me
disse: “O Nuno não ligue, o Luís é um sonhador, e pensa
que pode endireitar o mundo, o que ele queria era ver
toda a gente feliz”.
Talento na música
Pelo seu temperamento era um “revoltado”
contra o “establishement”. Algumas vezes comentou
comigo as desmedidas desigualdades sociais e a impossibilidade
de o cidadão comum ter voz. Era uma
personalidade em dia com o seu tempo, embora contra
o tempo. No Sardoal era conhecido sobremaneira
pelo seu talento inato na música e para as questões
culturais, que sabia avaliar com a sua formação de economista.
Foi um bom fadista amador e um guitarrista
virtuoso. Faz parte de uma geração de fadistas locais,
entre os quais incluo o meu irmão Ismael Roldão,
o Fernando Vale de Rio Grácio e outros do Sardoal e de
Lisboa, que ocasionalmente se lhes juntavam. Lamentavelmente,
nos últimos doze anos, talvez mais, devido
ao agravamento da sua doença, aliada a outras vicissitudes
da vida que não cabem neste texto, tornou-se
esquivo, fugindo das pessoas, criando uma “muralha”
à sua volta, caindo num quase total isolamento, por
certo tormentoso.
Em 7 de Novembro de 2009, chegou a sua
hora e, provavelmente face ao seu amargor, teria sido
para ele uma libertação, um fim para o seu sofrimento.
É mais um amigo dilecto que parte. Aqueles que,
mesmo de longe, nunca deixaram de o estimar, hão-de
lembrá-lo sempre pela sua espontaneidade, postura
sincera e bondade encapotada. Honraremos pois a sua
memória de homem bom. Sabemos todos que a amizade
genuína entre as pessoas não as liberta daqueles
que faleceram, sabemos também que ele “viverá” connosco.
Mais memórias da nossa memória.
Nuno Roldão
(Foto cedida por Ana Durão, através de Ismael Roldão)
in "O Sardoal", nº 61

sexta-feira, abril 01, 2011