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quinta-feira, novembro 01, 2012

LUÍS BRAGA - "Horas de chorar"

Plat.


"Guitarra, não me causes mais saudade
Nem fales de tristeza, por favor
Não quebres o silêncio que me invade
São horas de chorar o meu amor"

De Artur Ribeiro e Renato Varela, "Horas de chorar", na voz de Luís Braga.

terça-feira, outubro 23, 2012

JOSÉ CID - "Mas sou fadista"


"Ontem, hoje e amanhã", José Cid diz, disse, dirá "Mas sou fadista" no seu "Fado de sempre"...
E é por isso e não só que, "Como o macaco gosta de banana", eu gosto deste enfant terrible da cena portuguesa, um anarco- monárquico que já deu e dará ainda muito que falar!...
José Cid, para ouvir "Junto à lareira", quando "Cai neve em Nova York", ou n' "A cabana junto à praia" "No dia em que o rei fez anos" ou mesmo "No meu veleiro" de "Asas brancas"... Para ouvir também em tom de Fado, "Aqui fica uma canção", um fado da autoria de Artur Ribeiro e Ferrer Trindade, interpretado por este grande senhor da música portuguesa mas que, por isso mesmo, é também fadista!  

Quando nasci para a vida trouxe a meu lado
Esta ânsia desmedida de vida e fado
Cresci, amei e cá sigo o meu destino
E o fado amigo, cresceu comigo desde menino

Refrão:
Não nasci na Madragoa, mas sou fadista
Sou doutro bairro em Lisboa, mas sou fadista
Fadista é qualquer pessoa em qualquer lado
Que importa ser da Moirama, da Graça ou de Alfama, se nasci para o fado

Se na vida amor existe, fado é ternura
Sem amor o fado é triste e a vida é dura
Mas se desponta uma esperança de ser amado
Até no riso duma criança, pode haver fado

Refrão:
Não nasci na Madragoa, mas sou fadista.
Sou doutro bairro em Lisboa, mas sou fadista
Fadista é qualquer pessoa em qualquer lado
Que importa ser da Moirama, da Graça ou de Alfama, se nasci para o fado.

domingo, setembro 09, 2012

GERMANO ROCHA

Plat.74

Parece-me preciosa a informação que encontrei No Bairro do Vinil acerca deste esquecido fadista.
Deixo-vos com esta interpretação muito curiosa do Adeus Mouraria, de Artur Ribeiro, um fado de Lisboa a soar a Coimbra, por Germano Rocha



terça-feira, junho 28, 2011

ANABELA SILVA - "Atalhos proibidos"







À guitarra: José Nunes e Francisco Peres, à viola: Humberto Andrade, na viola-baixo: Raúl Silva, acompanham Anabela Silva que interpreta um fado de Artur Ribeiro e Miguel Ramos - "Atalhos proibidos".


Lá diz o povo que "quem se mete em atalhos, mete-se em trabalhos"; demais, proibidos... "Pode chegar ao fim e não ter nada!"

quarta-feira, setembro 30, 2009

ARTUR RIBEIRO - "Fiz leilão de mim"

VÍDEO DE HOMENAGEM
Talvez de razão perdida / Quis fazer leilão da vida / Disse ao leiloeiro / Venda ao desbarato / Venda o lote inteiro / Que ando de mim farto / Meus versos que não são versos / Atirei ao chão dispersos / A ver se algum dia / O mundo pateta / Por analogia / Diz que sou poeta
Fiz leilão de mim / E fui por fim apregoado / Mas de mau que sou / Ninguém gritou arrematado / Fiz leilão de mim / Tinhas razão minha almofada / Com lances a esmo / Provei a mim mesmo / Que não valho mais que nada
Também quis vender meu fado / Meu modo de ser errado / Leiloei ternura / Chamaram-me louco / Mostrei amargura / E o mundo fez pouco / Depois leiloei carinho / E em praça fiquei sozinho / Diz-me a pouca sorte / Que para castigo / Até vir a morte / Vou ficar comigo.
"Um dos casos raros de artista que não se limitava a interpretar mas igualmente compunha - e muito! - Artur Ribeiro escreveu alguns dos maiores clássicos da música ligeira portuguesa, como A Rosinha dos Limões, Nem às Paredes Confesso ou A Fonte das Sete Bicas.Natural do Porto, onde nascera em 1924, Artur Ribeiro gostava de cantar em miúdo mas o seu temperamento tímido fazia-o cantar escondido atrás de uma cortina. Em 1940, a família muda-se para Lisboa e é aqui que o seu talento é descoberto: num baile organizado pelo Clube Radiofónico de Portugal, Artur Ribeiro começa a trautear enquanto dança com uma jovem que queria impressionar, sendo imediatamente notado pelo director de programas da estação, que o convida a actuar numa festa em honra do Cônsul do Brasil. Nessa festa, por seu lado, Ribeiro é abordado por um dos responsáveis da Rádio Peninsular para se juntar ao elenco daquela emissora como tenor lírico. Empregando-se para não sobrecarregar o orçamento familiar, Artur Ribeiro vai subindo profissionalmente, passando inclusive a produtor de emissões e começando a compor as suas primeiras canções. Em 1944, estreia-se profissionalmente num espectáculo da Esplanada da Voz do Operário, ao lado de Amália Rodrigues, e em seguida estreia-se no teatro na Revista Internacional de 1945 no Coliseu dos Recreios, partindo em seguida para o Porto para substituir Luiz Piçarra na opereta A Chave do Paraíso. Em 1946 estreia-se na Emissora Nacional e, no ano seguinte, enfrentando um mau momento profissional, aceita ser cantor da Orquestra do Casino Estoril, iniciando uma nova fase da sua carreira. Modulando a sua voz para a canção ligeira, torna-se um aplaudido vocalista da noite lisboeta, transferindo-se do Casino para o Conjunto de Mário Teixeira, pianista com quem começa a compor regularmente. Em 1948 conhece Max, para quem virá a escrever alguns dos seus maiores sucessos -como Ilha da Madeira - e, em 1949, ganha o seu primeiro prémio como compositor com Canção da Beira.A par com a sua carreira de cantor, impõe-se como compositor, com êxitos como Rosinha dos Limões (que originará em 1954, uma opereta de grande êxito), Maria da Graça, Adeus Mouraria, Pauliteiros do Douro ou A Fonte das Sete Bicas. Em 1965, contabilizava 300 canções de sua autoria exclusiva e 700 letras feitas para melodias suas e de outros. Max, António Calvário, Rui de Mascarenhas, Madalena Iglesias, Júlia Barroso, Tristão da Silva, Simone de Oliveira ou Maria José Valério gravaram canções de Artur Ribeiro. Presença regular nos programas radiofónicos da APA, grava os primeiros discos em 1953 e passa igualmente pela televisão (onde se estreia em 1957) e pelo cinema (escrevendo a música de O Miúdo da Bica, com Fernando Farinha, onde participou igualmente como actor). Participou igualmente em muitos programas de variedades em Espanha. Faleceu em 1982." ( in http://www.macua.org/biografias/arturribeiro.html)
Este tema da sua autoria, que poderemos classificar como fado musicado, tal como o "Adeus Mouraria", é uma das suas letras mais emblemáticas e, quiçá, representativa da sua personalidade, como afirmam alguns dos que o conheceram.
Para lembrar este notável autor, compositor e intérprete, cuja carreira foi interrompida por questões de saúde, o seu "Fiz leilão de mim", com música de Max, letra e interpretação do próprio Artur Ribeiro, acompanhado pela Orquestra de Rocha Oliveira .