segunda-feira, dezembro 31, 2012

"Como a vida passa"! - JÚLIO PERES

 

"Como a vida passa"!... É verdade! Ainda há pouco entrámos 2012, já estamos a começar 2013...

"A vida passa tão breve
Tão vertiginosa e leve
Deixando apenas saudade
Eu sinto um grande desgosto
De já ter rugas no rosto
Da perdida mocidade

Os anos correm a esmo
Sinto que não sou o mesmo
Neste mundo de ilusão
Quando o espelho consultei
Tremi e depois chorei
Magoei meu coração

Quem me dera não amar
Não ter alma, não sentir
Os proventos do amor
P'ra não carpir, não chorar
P'ra não saber definir
As amarguras, a dor

Eu sinto um grande desgosto
De já ter rugas no rosto
Da perdida mocidade
A vida passa tão breve
Tão vertiginosa e leve
Deixando apenas saudade"

E é com este fado, da autoria de Germano Silva e de Júlio Proença, do repertório de Júlio Peres, que o interpreta, que me despeço de todos quantos frequentam este sítio de Fado, desejando um 
MAGNÍFICO 2013
 
BONS FADOS!

sábado, dezembro 22, 2012

"NOITE DE NATAL" - Argentina Santos

 
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Com este belíssimo fado, da autoria de Fernando Teles e de Filipe Pinto, interpretado por Argentina Santos, a todos aqui deixo os meus votos de Santo Natal e de um Feliz Ano Novo!

terça-feira, dezembro 04, 2012

RAUL PEREIRA - "Zé Grande"

Plat.



Raul Pereira (que já lembrei aqui, aqui , aqui e aqui) intérprete favorito de Carlos Conde e um dos que não dispenso, interpreta o fado "Zé Grande" da autoria de ambos.

domingo, dezembro 02, 2012

FADO - Herança Cultural e Intangível da Humanidade

Ainda acerca da matéria versada no verbete anterior, lembrei-me eu, por curiosidade, de ir procurar alguma informação sobre  a candidatura do Fado a Intangible Cultural Heritage of Humanity, candidatura que, tenho ouvido dizer, foi considerada como uma das mais bem apresentadas. Confesso que, até hoje, ainda não tinha tido, nem a curiosidade necessária, nem o tempo disponível para me dedicar ao assunto, mas hoje, com uma pedrinha no sapato e algum tempo livre, aí fui eu vasculhar a rede e encontrei matéria interessante que me deixa, porém, algumas questões sem resposta... Creio que a comunidade fadista que, como eu, tem divulgado e continua a divulgar, na rede, o Fado, de uma forma maior, que mais não seja porque a título gracioso, terá todo o interesse em consultar, na íntegra, os documentos de que aqui deixo apenas alguns como exemplo, para o que basta clicar aqui e baixar os que são disponibilizados em Inglês-Francês e Português


Neste primeiro documento, estranhei não encontrar os nomes de fadistas consagradas como os de Beatriz da Conceição, Celeste Rodrigues, Deolinda Rodrigues, Mariana Silva, para nomear apenas algumas, mas encontrar nomes de pessoas cuja relevância no Fado, eu gostaria que alguém me explicasse... 

Relativamente ao documento abaixo, o que me chamou mais a atenção, foi mesmo a questão dos Amount. Do alto da minha ignorância e do meu blogue de Fado Menor, pergunto eu, a quem souber responder-me, o que significa estas verbas, cujo total perfaz a bonita soma de euros 1.215,000... o que significa, quero eu dizer, quem paga estes valores... ou seja, este dinheiro vai ser ou foi disponibilizado por quem e a quem, para o cumprimento das Safeguarding measures proposed ? Isto, se perguntar não ofende...
Afinal, esta coisa de lhe chamarem Património Imaterial tem que se lhe diga... Parece-me muito material, até!... Ao menos, já fiquei entendendo melhor o vespeiro que se formou à volta da colmeia...




terça-feira, novembro 27, 2012

FADO - Património C. I. da Humanidade - 1º aniversário

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A assinalar o 1º aniversário do reconhecimento do FADO como Património Cultural Imaterial da Humanidade, a C.M.Lisboa vai distinguir várias personalidades que, de algum modo, tiveram um papel preponderante na promoção e divulgação deste género único e português, cada vez mais apreciado nacional e internacionalmente. 
Com o fado "LISBOA DO FADO", de Guilherme Pereira da Rosa e de J. Fontes Rocha, numa magistral interpretação de Fernando Maurício, acompanhado pelas guitarras de Manuel Mendes e de Armandino Maia, a viola de José Maria de Carvalho e a viola-baixo de José Vilela, associo-me a esta comemoração e homenagem, que muito nos orgulha.

Quando qualquer fado soa
É a voz da tradição
É toda a velha Lisboa
A mostrar seu coração

O fado desta cidade 
Nasceu no cais, foi ao mar
E mal doeu a saudade 
Cantou para não chorar

Fado é voz navegante 
Que à distância se lamenta
Mensagem de amor distante 
Que a própria distância aumenta

Fado é mágoa daquelas 
Que ficam em mil cuidados
Por quem foi nas caravelas 
Procurando novos fados

domingo, novembro 25, 2012

DESGARRADA

Encontrei esta Desgarrada, ao vivo e à séria, que não posso deixar de partilhar convosco, não vá dar-se o caso de não toparem com ela no sacrossanto Youtube...
Prestem bem atenção à graça das quadrinhas - algumas very hot :-) - e aos fadistas de raça...
Isto é do genuíno!

 

A solicitação do Amigo Jaume, aqui se reproduz as quadrinhas

Vou abrir a desgarrada
desgarrada singular
com a garganta afinada
Alexandre podes cantar

Ó sua descaradona
tire a roupa da janela
que essa camisa sem dona
lembra-me a dona sem ela

Ó Senhor dos Aflitos
por mim não tens compaixão
deste-me 3 pernas lindas
mas uma não chega ao chão

A Maria mamalhuda
mandou fazer 2 camas
uma p'ra se deitar ela
outra p'ra deitar as mamas

Fiz amor c'uma galinha
com grande satisfação
p'ra ver o gozo que tinha
fazer dum galo um cabrão

Meninas amai um coxo
Que um coxo também se ama
só a graça qu'ele tem
d'ir aos saltinhos p'rá cama

Homem velho, mulher nova
dá-me sempre a impressão
do inverno entrar na cova
com a primavera pela mão

Minha irmã foi ao dentista
porque lhe doía um dente
o dentista enganou-se
e tirou-lhe os 3 da frente

Torradinhas, torradinhas
torradinhas comeste tu
a Miraldina é como a cabra
não tem p... no c... / não tem cabelo nas costas

Atirei c'uma pedrinha
à janela do meu bem
p'ra fazer sinal ao filho
parti os c... à mãe / parti a cabeça à mãe

Sino, coração da aldeia
Coração, sino da gente
Um, a sentir quando bate
Outro, a bater quando sente

Nem por isso gosto menos
duma mulher que se pinta
As mulheres são como os chocos
E eu, como-os sempre com tinta

Cabelo branco é saudade
da mocidade perdida
às vezes não é da idade
são os desgostos da vida

Os p... saem do c...
como os pombos dos pombais
Os pombos ainda voltam
os p... não voltam mais

Ninguém sabe dizer nada
da formosa Marilú
foi apanhada na escada
a comer bacalhau cru

Tenho uma rata no sótão
ao pé da lata da tinta
Todos os dias vou lá ver
se aquela rata já pinta

Casado que arrasta a asa
à mulher deste e daquele
merece encontrar em casa
outro homem no lugar dele

Ó minha mãe, minha mãe
Ó minha mãe, minha amada
quem tem uma mãe tem tudo
quem não tem mãe é órfão

Nas ondas do teu cabelo
ensinaste-me a nadar
mas quando estiveres careca
ensinas-me a patinar

Cabelo branco é saudade
da mocidade risonha
às vezes não é da idade
mas sim da pouca vergonha

Eu não sei porque razão
certas mulheres, a meu ver
quanto mais pequenas são
mais grandes se querem fazer

Acabou a desgarrada
que não ofendeu ninguém
Boa noite, meus senhores
Passem todos muito bem!

terça-feira, novembro 20, 2012

MIGUEL SILVA - "A melhor de todas"

Plat.


A MELHOR DE TODAS

Carlos Conde / Fado Margarida (Miguel Ramos)

Apesar de na vida em que me iludo
A paixão ser um pouco de estranhar
Eu tive uma mulher que me deu tudo
O que na vida mais se pode dar

Furtou-me ao caminho desvairado
Onde as vidas sem norma se consomem
E aconselhou-me sempre a ser honrado
A virtude maior que tem o homem

Nunca me abandonou nas incertezas
Que fazem apresar os nossos dias
Chorou sempre comigo nas tristezas
P’ra comigo sorrir nas alegrias

Deu-me beijos sem fim de amor sem par
Numa ardência profunda e altaneira
E nunca precisou p’ra me beijar
De saber quanto eu tinha na carteira

Essa mulher de um bem nobre e profundo
Como esse amor não tive em mais ninguém
Era a mulher mais rica deste mundo
A mais rica por ser a minha mãe

Para saber mais sobre Carlos Conde, um dos grandes poetas de Fado, aceda ao blog "O Fado de Carlos Conde"

domingo, novembro 18, 2012

ALFREDO DUARTE JR. - "É Loucura ser fadista"

Plat.



Este fado, Loucura, de Júlio de Sousa, é, de facto, um "caso" no Fado. Não é apenas mais um daqueles fados que quase todos os fadistas interpretam; não!, é isso e mais do que isso; porque, depois do 1º Loucura que Júlio de Sousa compôs para a sua irmã Mariamélia e que foi uma "autêntica loucura" de popularidade na voz de Berta Cardoso, Júlio de Sousa escreveu, para essa música, uma outra letra para o repertório de Berta Cardoso e, a essa, outras se seguiram, para outros fadistas, de entre as quais esta, para o especialíssimo Alfredo Duarte Jr., que sempre recordo com saudade dos "velhos tempos de então". Ao filho, meu caro Amigo Vitó, aquele abraço!

quinta-feira, novembro 15, 2012

ANTÓNIO ROCHA - "Fado Poliglota"

Plat.



A internacionalização do Fado não é de agora; Já há alguns anos que António Rocha compôs este muito oportuno e divertido Fado Poliglota que está cada vez mais na moda...

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terça-feira, novembro 13, 2012

FADO COM SOTAQUE

JM, do 4Fado Lisbon, que se dedica a gravar em vídeo a/os mais diversa/os fadistas, em casas onde acontece  o chamado Fado Vadio, gravou, há algum tempo,  as prestações de quatro estrangeiros. Para ser franca, gostei de todos, gostei deste Fado com sotaque que contém assim mesmo o sentir Universal desse Canto, que é muito mais que Poesia e Música, é a Alma Portuguesa, como disse Guilherme Pereira da Rosa.
Dos quatro intérpretes apresentados, de que gostei igualmente, escolhi o Loek para ilustrar este verbete, considerando apenas a diferença mais óbvia entre eles - a de género; contudo, deixo as ligações para poder mais facilmente visionar os restantes, no canal Youtube, aqui, aqui e aqui.

 

De facto, embora interpretado por estrangeiros, este não é um Fado estrangeirado... Este é O bom Fado, o fado que não canta toda a gente, que só canta quem o sente pois o Fado é coração; O bom fado que, quando soa / tem o jeito de Lisboa / em cada volta marcado / É saudade, amor, tristeza / É a Alma Portuguesa / É tudo isto o bom fado... Assim escreveu Guilherme Pereira da Rosa para uma música de José Marques, O Bom Fado, que Hermínia interpreta como só ela sabe. E, sendo o Fado, mais do que qualquer outra coisa, uma coisa da Alma, pouco importa o sotaque de quem o canta se o canta com o coração...
É isto - Fado é p'ra gente fadista!

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Plat.


sábado, novembro 10, 2012

VICÊNCIA LIMA - "Não rias"

Plat.

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aqui lembrei Vicência Lima, uma fadista que muito aprecio. Hoje, é com este "Não rias" de Ivete Pessoa e Armando Machado que volto a recordar essa tão "castiça cantadeira".

FADO e FUTEBOL

Plat.
Fernando Peyroteo, um dos Cinco Violinos do Sporting Club de Portubal, instrumentista de Fado.

quinta-feira, novembro 08, 2012

CARLOS BARRA - "Às ginjas com elas"

Plat.

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De Carlos Alberto França, Carlos Barra interpreta este muito conhecido e tão actual "Às ginjas com elas", cujo refrão reza assim 

"...
E ainda há quem diga que isto é cantiga de gente ralé
Era antigamente, pois eu cá sou gente, muito boa até
            Que importa o que dizem e os que maldizem até com desdém
Se hoje já se vê a malta yé-yé cantar o fado também
..."

domingo, novembro 04, 2012

AURÉLIA ADELAIDE - "Lavava no rio, lavava"

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Aurélia Adelaide, uma fadista do Porto que já aqui lembrei, interpreta "Lavava no rio, lavava", de Amália Rodrigues e de José Fontes Rocha, acompanhada pelo violista Fernando Coelho e pelo guitarrista Samuel Cabral.

quinta-feira, novembro 01, 2012

LUÍS BRAGA - "Horas de chorar"

Plat.

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"Guitarra, não me causes mais saudade
Nem fales de tristeza, por favor
Não quebres o silêncio que me invade
São horas de chorar o meu amor"

De Artur Ribeiro e Renato Varela, "Horas de chorar", na voz de Luís Braga.

quarta-feira, outubro 31, 2012

FRANCISCO STOFFEL - "Oração"

Plat.

Com este recorte de notícia e com a "Oração", lembro hoje Francisco Stoffel - "a maior promessa do fado castiço" dos anos 60 - que a morte levou tão cedo.

O vídeo é da autoria do amigo Américo ("Vucarely"), um fadista de gema que muito tem feito para divulgar o Fado na Net, querendo eu, desta forma, prestar-lhe a homenagem possível e o meu reconhecimento, não só por ter sido um dos primeiros na construção desse imenso painel de fado que, presentemente, se encontra disponível na rede para todo o mundo, mas também por nunca ter desistido, continuando sempre, de uma forma séria e com a humildade dos que sabem, a divulgar esta sua grande paixão- o Fado - concedendo, graciosamente, a este trabalho, muitas horas do seu tempo; um trabalho que é em favor do Fado, logo, da Cultura Portuguesa e, claro, de todos nós.
Obrigada.

segunda-feira, outubro 29, 2012

MARIA DA NAZARÉ - "Maria da Cruz"

Plat.

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Amadeu do Vale escreveu e Frederico Valério musicou a história daquela Maria, de sobrenome da Cruz, que arrasta na Mouraria toda a cruz da sua vida... Saiba porquê, ouvindo esta vibrante interpretação dessa pequena grande fadista que é Maria da Nazaré! 

sábado, outubro 27, 2012

JOSÉ MANUEL RATO - "Um anjo de Loures"


Fados que cantam a nossa história, uma história que se vai perdendo, mas que alguns ainda vão lembrando. 
Alguém poderá dizer que esta letra de Armando Neves não é "poesia no seu melhor"? Belíssima interpretação de José Manuel Rato deste fado que foi do repertório do fadista/compositor Júlio Vieitas.

G.P.1945

terça-feira, outubro 23, 2012

JOSÉ CID - "Mas sou fadista"

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"Ontem, hoje e amanhã", José Cid diz, disse, dirá "Mas sou fadista" no seu "Fado de sempre"...
E é por isso e não só que, "Como o macaco gosta de banana", eu gosto deste enfant terrible da cena portuguesa, um anarco- monárquico que já deu e dará ainda muito que falar!...
José Cid, para ouvir "Junto à lareira", quando "Cai neve em Nova York", ou n' "A cabana junto à praia" "No dia em que o rei fez anos" ou mesmo "No meu veleiro" de "Asas brancas"... Para ouvir também em tom de Fado, "Aqui fica uma canção", um fado da autoria de Artur Ribeiro e Ferrer Trindade, interpretado por este grande senhor da música portuguesa mas que, por isso mesmo, é também fadista!  

Quando nasci para a vida trouxe a meu lado
Esta ânsia desmedida de vida e fado
Cresci, amei e cá sigo o meu destino
E o fado amigo, cresceu comigo desde menino

Refrão:
Não nasci na Madragoa, mas sou fadista
Sou doutro bairro em Lisboa, mas sou fadista
Fadista é qualquer pessoa em qualquer lado
Que importa ser da Moirama, da Graça ou de Alfama, se nasci para o fado

Se na vida amor existe, fado é ternura
Sem amor o fado é triste e a vida é dura
Mas se desponta uma esperança de ser amado
Até no riso duma criança, pode haver fado

Refrão:
Não nasci na Madragoa, mas sou fadista.
Sou doutro bairro em Lisboa, mas sou fadista
Fadista é qualquer pessoa em qualquer lado
Que importa ser da Moirama, da Graça ou de Alfama, se nasci para o fado.

segunda-feira, outubro 15, 2012

CELESTE RODRIGUES - "Meu sonhar"


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Lembro hoje Celeste Rodrigues, a fadista mais antiga em actividade e uma das mais genuínas, interpretando, do seu repertório, com uma belíssima letra de Castelo B. Mota, "Meu sonhar"; a música é de Adelino dos Santos, que a acompanha à guitarra, sendo ainda acompanhada pela viola de Carlos Neves e a viola baixo de Joel Pina. 
Uma voz toda emoção que sempre me emociona!

Plat.

sexta-feira, outubro 12, 2012

RODRIGO - "P'ra não ver a realidade"


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Rodrigo, de quem Alfredo Marceneiro disse «Se há fadistas p'ra manter a tradição do fado que sempre cultivei, o Rodrigo é da grei», interpreta, de Carlos Alberto França, este "P'ra não ver a realidade", acompanhado à guitarra por Jorge Fontes e à viola por Júlio Gomes.

Pois é! A realidade por vezes é tal, que dá vontade de intervalar e fazer como a avestruz...

"Corre as cortinas que a luz
que me entra pela janela
traz uma nova manhã
e eu hoje não quero vê-la

Corre as cortinas que a luz
do sol que lhe bate em cheio
vai fazer-me despertar
e eu hoje tenho receio

Fecha a janela que o ar
que vem do lado de fora
não o quero respirar
pelo menos por agora

Fecha tudo bem fechado
que não entre a claridade
eu hoje fico trancado
p'ra não ver a realidade"

quinta-feira, outubro 11, 2012

ALBERTO BRAVO, desiludido...

Plat.

Desiludido se confessa o fadista Alberto Bravo, que iniciou a sua carreira profissional no "Bairro Alto" (de Júlio de Sousa, artista multifacetado, autor e criador do "Saudade, vai-te embora..."), desiludido porque, como refere, "a vida artística é só para meia dúzia deles" e "ninguém dá a mão aos novos"... Lá teria as suas razões!... 
Menos razão assiste a quem informa ser Berta Cardoso natural do Barreiro, como o era Alberto Bravo. De facto, Berta Cardoso tinha família no Barreiro, onde ainda reside uma sobrinha e uma sobrinha-neta, mas ela era natural de Lisboa, onde nasceu no nº 10 da Rua da Condessa (ao Carmo). 

domingo, outubro 07, 2012

MARIANA SILVA - "Cruzámos"




Plat.

Duas notícias acerca de Mariana Silva que hoje completa setenta e nove radiosas primaveras, tendo iniciado a sua vida artística aos 5 anos e começado a cantar o fado apenas com 10 anos, encontrando-se retirada desde 2000.
Das encruzilhadas da vida recuperei este fado com que a recordo nesta data especial, "Cruzámos", um original de Armando Vieira Pinto e Miguel Ramos.
Para si, minha querida Amiga, desejos de um venturoso ano ! 

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quinta-feira, setembro 27, 2012

MANUEL DIAS - "Noites de Alfama"

Plat.61
 
Plat.63
 
Plat.64

Plat.65

"Nascido a 23 de Maio de 1932, Manuel Dias despontou para a vida artística no antigo Café Salvaterra, num concurso de fados organizado pela antiga Cervejaria Luso, e de que saiu vencedor. Desde então até agora tem trabalhado em quase todas as Casas Típicas e «Boites», tanto em Lisboa como no Porto, e conhece o nosso País de lés a lés.
Criador do célebre fado «Amor de Pai», é sem dúvida um dos mais castiços fadistas.
..."
 
VÍDEO DE HOMENAGEM
 
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Mais uma voz inconfundível, a de Manuel Dias, que lembro com este fado de Frederico de Brito e de Armandinho, acompanhado por Álvaro Martins (guitarra) e José Mª de Carvalho (viola).

terça-feira, setembro 25, 2012

MANUELA MOURA - "Nova paixão"

Plat.

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Não penses que ando perdida 
Por me teres abandonado
Enamorei-me do Fado
É feliz a minha vida

Se passei dias chorando
Ao lembrar-te a toda a hora
Os dias foram passando
E a saudade foi-se embora

Hoje de ti desprendida
Vivo a cantar o Fado
Meu coração torturado
Sarou da mágoa sentida
Não penses que ando perdida
Por me teres abandonado

Mas se pensares procurar-me
Ciente do meu perdão
A cantar vens encontrar-me
Vivendo a minha paixão

Quero cantar de bom grado
Minha canção preferida
Não vivo desprotegida
Nem o cantar é pecado
Enamorei-me do Fado
É feliz a minha vida

sexta-feira, setembro 21, 2012

FILIPE DUARTE - "Palco desmantelado"


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Acompanhado à guitarra por Jorge Fontes e à viola por José Mª Nóbrega, Filipe Duarte interpreta, de João Linhares Barbosa, no Fado Meia Noite, "Palco desmantelado"
"...
De noite, ninguém se afoite / Andar ali à vontade / Porque nas sombras da noite / Passa um fantasma - a saudade"

Nascido em 28 de Outubro de 1934, no Bairro da Ajuda, em Lisboa, Filipe Duarte entrou no meio do fado pela mão do grande Linhares Barbosa, que o apresentou a Lucília do Carmo, que gostou de o ouvir e o convidou para ficar a cantar no seu restaurante típico "O Faia", isto nos finais dos anos cinquenta. Depois, a convite de Argentina Santos, integrou o elenco da "Parreirinha", onde esteve durante vários anos, e daí, atendendo a várias solicitações, trabalhou durante os anos seguintes em grande parte das casas de fado de Lisboa, mas também no Porto, tendo efectuado várias digressões ao estrangeiro, onde, para além de espectáculos pontuais, trabalhou temporadas em restaurantes ("O Fado", em Madrid, "O Solar dos Fadistas", em Angola, "Restaurante Abril em Portugal", em S. Paulo) e no Casino de Macau; também as tournées se foram sucedendo, à Roménia, Estados Unidos, Canadá, Tunísia..., tendo actuado em vários programas de Televisão, não só em Portugal, mas também em França, Brasil, Estados Unidos e Canadá.
No bairro em que nasceu, abriu, em 1989, a sua própria casa de fados, o "Solar do Fado" que manteve a funcionar até 2001.
Fadista que já é da "velha guarda", em 2011 integrou o espectáculo Proscritos.
Presentemente, essa alma fadista, que uma voz singular tão bem veste, continua a dar fado nas noites de Lisboa, para gáudio de todos os que amam o Fado.
O 4FadoLisbon encontrou Filipe Duarte no Restaurante Bar "Nini" (à Rua D. Francisco Manuel de Melo, nº 36-A, em Lisboa, com fado "vadio" às 5ªs) e registou-o assim, para memória futura


Calçada da Glória

(Dados biográficos, fotos e recorte de jornal fornecidos pelo próprio Filipe Duarte, em Set. 2012)

quarta-feira, setembro 19, 2012

LUIZ GOES - "Fado do Estudante"

De Lisboa a Coimbra, o Fado; de xaile e lenço ou de capa e batina, o Fado - o cantar português; nem sempre triste, mas sempre com sentimento; o pulsar do coração nas cordas de uma guitarra...

Morreu ontem um dos expoentes máximos do Fado de Coimbra, Luís Goes. Em sua homenagem, aqui o lembro interpretando o "Fado do Estudante" (Vicente Arnoso / Fernando Machado Soares), cuja primeira quadra, de que gosto particularmente, diz assim: "Fecha os olhos de mansinho / Não os abras para ver / Que a vida, de olhos fechados / Custa menos a viver" 

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(Fotos daqui)

terça-feira, setembro 11, 2012

domingo, setembro 09, 2012

GERMANO ROCHA

Plat.74

Parece-me preciosa a informação que encontrei No Bairro do Vinil acerca deste esquecido fadista.
Deixo-vos com esta interpretação muito curiosa do Adeus Mouraria, de Artur Ribeiro, um fado de Lisboa a soar a Coimbra, por Germano Rocha

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