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terça-feira, novembro 27, 2012

FADO - Património C. I. da Humanidade - 1º aniversário


A assinalar o 1º aniversário do reconhecimento do FADO como Património Cultural Imaterial da Humanidade, a C.M.Lisboa vai distinguir várias personalidades que, de algum modo, tiveram um papel preponderante na promoção e divulgação deste género único e português, cada vez mais apreciado nacional e internacionalmente. 
Com o fado "LISBOA DO FADO", de Guilherme Pereira da Rosa e de J. Fontes Rocha, numa magistral interpretação de Fernando Maurício, acompanhado pelas guitarras de Manuel Mendes e de Armandino Maia, a viola de José Maria de Carvalho e a viola-baixo de José Vilela, associo-me a esta comemoração e homenagem, que muito nos orgulha.

Quando qualquer fado soa
É a voz da tradição
É toda a velha Lisboa
A mostrar seu coração

O fado desta cidade 
Nasceu no cais, foi ao mar
E mal doeu a saudade 
Cantou para não chorar

Fado é voz navegante 
Que à distância se lamenta
Mensagem de amor distante 
Que a própria distância aumenta

Fado é mágoa daquelas 
Que ficam em mil cuidados
Por quem foi nas caravelas 
Procurando novos fados

segunda-feira, setembro 19, 2011

MARIA DE FÁTIMA - "Ceia fadista"






De Carlos Conde e Casimiro Ramos, Maria de Fátima interpreta "Ceia fadista", acompanhada pelas guitarras de António Parreira e de Armandino Maia, a viola de Francisco Gonçalves e a viola-baixo de José Mª de Carvalho


"Conheci no Ribatejo / aquele moço forcado / primeiro disse um gracejo / à tarde atirou-me um beijo / à noite pediu-me um fado // Porém, na ceia fadista / à moda ribatejana / ele, num ar de conquista / namorava muito à vista / os olhos duma cigana // Então, já sentindo o lume / de paixões abrasadoras / fui cantar sem azedume / só p'ra mostrar que há ciúme / num amor de poucas horas // Cada vez que ele a fitava / ia sempre a olhar p'ra mim / mas nem ela imaginava / nem eu própria acreditava / que a cena estava no fim // Mas, após tudo acabado / outra voz chamou-lhe seu / ambas iguais neste fado / nem ela foi do forcado / nem o forcado foi meu"


É caso p'ra dizer "Não há uma sem duas, nem duas sem três"..."E esta, hem?!"