Acompanhado pelo Conjunto de Guitarras de Raúl Nery ( guitarras: Raúl Nery e Pedro Caldeira Cabral; viola: Mário Pacheco; viola-baixo: Edmundo Silva), Armando Morais interpreta, no Pedro Rodrigues, "Ter saudade", de Jorge Rosa
terça-feira, fevereiro 05, 2013
sexta-feira, fevereiro 01, 2013
ADELINA SILVA - "Os Passarões"
Uma letra de cariz muito popular, interpretada por essa grande cantadeira do Porto, Adelina Silva, que aqui podemos ouvir também em dois temas clássicos, gravados mais recentemente.
Quanto aos "passarões", um clássico igualmente, dentro do seu género, a primeira quadrinha reza assim:
"Minha mãe entre carinhos / me dava destas lições / Que os homens são passarinhos / mas também são passarões" :)
domingo, janeiro 27, 2013
ANTÓNIO SEVERINO - "Deus... entre os dois"
"O BECO"
Plat.
A propósito desta notícia, vamos hoje recordar um cantador de Setúbal, António Severino, interpretando um fado com letra de Marques Vidal, no Fado Dois Tons, acompanhado pelo Conjunto de Guitarras de Jorge Fontes.
Etiquetas:
1966,
Adelaide Rodrigues,
Ana Hortense,
António Severino,
Casas de Fado,
Cidália Moreira,
Fado Dois Tons,
Hermínia Matos,
Jorge Fontes,
Manuel Dias,
Mariana Silva,
Marques Vidal
segunda-feira, janeiro 21, 2013
MARIA JOSÉ DA GUIA - "Fado da minha saudade"
Plat.
Recordando, com saudade, Mª José da Guia num fado da autoria de Fernando Peres e de Francisco José Marques, "Fado da minha saudade"
quinta-feira, janeiro 17, 2013
MERCEDES BLASCO
D.L.
Mercedes Blasco, actriz, a quem já me referi aqui e aqui, "uma figura do Chiado", "uma mulher muito avançada para o seu tempo", uma estrela desconhecida, por uns, esquecida, por outros, que levou o fado a todos os cantos da Europa...
segunda-feira, janeiro 07, 2013
BIBLIOTECA DO FADO
Para quem ainda não tiver dado por isso, já se encontra à venda, desde Novembro p.p., uma edição em fac-símile do indispensável "Ídolos do Fado", de A. Victor Machado, com uma introdução do especialista Rui V. Nery.
De outros dois livros da Colecção Biblioteca do Fado, ambos da autoria de Rui Vieira Nery, aqui deixo igualmente notícia - "Fados para a República" e "A History of Portuguese Fado"
quinta-feira, janeiro 03, 2013
RAUL SOLNADO - "Fado Calcinhas"
Para iniciar bem o Ano, lembro hoje, com chancela Zip-Zip, este fadinho bem disposto - o "Fado Calcinhas", com letra de Luís Miguel de Oliveira -, interpretado pelo inesquecível Solnado, acompanhado por António Chaínho, à guitarra, e José Maria Nóbrega, à viola.
Bom Ano e não esqueçam "Vale mais um mais ou menos do que mais que menos não pode ser"
Ah!, pois não!...
segunda-feira, dezembro 31, 2012
"Como a vida passa"! - JÚLIO PERES
"Como a vida passa"!... É verdade! Ainda há pouco entrámos 2012, já estamos a começar 2013...
"A vida passa tão breve
Tão vertiginosa e leve
Deixando apenas saudade
Eu sinto um grande desgosto
De já ter rugas no rosto
Da perdida mocidade
Os anos correm a esmo
Sinto que não sou o mesmo
Neste mundo de ilusão
Quando o espelho consultei
Tremi e depois chorei
Magoei meu coração
Quem me dera não amar
Não ter alma, não sentir
Os proventos do amor
P'ra não carpir, não chorar
P'ra não saber definir
As amarguras, a dor
Eu sinto um grande desgosto
De já ter rugas no rosto
Da perdida mocidade
A vida passa tão breve
Tão vertiginosa e leve
Deixando apenas saudade"
E é com este fado, da autoria de Germano Silva e de Júlio Proença, do repertório de Júlio Peres, que o interpreta, que me despeço de todos quantos frequentam este sítio de Fado, desejando um
MAGNÍFICO 2013
BONS FADOS!
sábado, dezembro 22, 2012
"NOITE DE NATAL" - Argentina Santos
Com este belíssimo fado, da autoria de Fernando Teles e de Filipe Pinto, interpretado por Argentina Santos, a todos aqui deixo os meus votos de Santo Natal e de um Feliz Ano Novo!
sexta-feira, dezembro 14, 2012
sábado, dezembro 08, 2012
quarta-feira, dezembro 05, 2012
terça-feira, dezembro 04, 2012
domingo, dezembro 02, 2012
FADO - Herança Cultural e Intangível da Humanidade
Ainda acerca da matéria versada no verbete anterior, lembrei-me eu, por curiosidade, de ir procurar alguma informação sobre a candidatura do Fado a Intangible Cultural Heritage of Humanity, candidatura que, tenho ouvido dizer, foi considerada como uma das mais bem apresentadas. Confesso que, até hoje, ainda não tinha tido, nem a curiosidade necessária, nem o tempo disponível para me dedicar ao assunto, mas hoje, com uma pedrinha no sapato e algum tempo livre, aí fui eu vasculhar a rede e encontrei matéria interessante que me deixa, porém, algumas questões sem resposta... Creio que a comunidade fadista que, como eu, tem divulgado e continua a divulgar, na rede, o Fado, de uma forma maior, que mais não seja porque a título gracioso, terá todo o interesse em consultar, na íntegra, os documentos de que aqui deixo apenas alguns como exemplo, para o que basta clicar aqui e baixar os que são disponibilizados em Inglês-Francês e Português
Neste primeiro documento, estranhei não encontrar os nomes de fadistas consagradas como os de Beatriz da Conceição, Celeste Rodrigues, Deolinda Rodrigues, Mariana Silva, para nomear apenas algumas, mas encontrar nomes de pessoas cuja relevância no Fado, eu gostaria que alguém me explicasse...
Relativamente ao documento abaixo, o que me chamou mais a atenção, foi mesmo a questão dos Amount. Do alto da minha ignorância e do meu blogue de Fado Menor, pergunto eu, a quem souber responder-me, o que significa estas verbas, cujo total perfaz a bonita soma de euros 1.215,000... o que significa, quero eu dizer, quem paga estes valores... ou seja, este dinheiro vai ser ou foi disponibilizado por quem e a quem, para o cumprimento das Safeguarding measures proposed ? Isto, se perguntar não ofende...
Afinal, esta coisa de lhe chamarem Património Imaterial tem que se lhe diga... Parece-me muito material, até!... Ao menos, já fiquei entendendo melhor o vespeiro que se formou à volta da colmeia...
terça-feira, novembro 27, 2012
FADO - Património C. I. da Humanidade - 1º aniversário
A assinalar o 1º aniversário do reconhecimento do FADO como Património Cultural Imaterial da Humanidade, a C.M.Lisboa vai distinguir várias personalidades que, de algum modo, tiveram um papel preponderante na promoção e divulgação deste género único e português, cada vez mais apreciado nacional e internacionalmente.
Com o fado "LISBOA DO FADO", de Guilherme Pereira da Rosa e de J. Fontes Rocha, numa magistral interpretação de Fernando Maurício, acompanhado pelas guitarras de Manuel Mendes e de Armandino Maia, a viola de José Maria de Carvalho e a viola-baixo de José Vilela, associo-me a esta comemoração e homenagem, que muito nos orgulha.
Quando qualquer fado soa
É a voz da tradição
É toda a velha Lisboa
A mostrar seu coração
O fado desta cidade
Nasceu no cais, foi ao mar
E mal doeu a saudade
Cantou para não chorar
Fado é voz navegante
Que à distância se lamenta
Mensagem de amor distante
Que a própria distância aumenta
Fado é mágoa daquelas
Que ficam em mil cuidados
Por quem foi nas caravelas
Procurando novos fados
domingo, novembro 25, 2012
DESGARRADA
Encontrei esta Desgarrada, ao vivo e à séria, que não posso deixar de partilhar convosco, não vá dar-se o caso de não toparem com ela no sacrossanto Youtube...
Prestem bem atenção à graça das quadrinhas - algumas very hot :-) - e aos fadistas de raça...
Isto é do genuíno!
A solicitação do Amigo Jaume, aqui se reproduz as quadrinhas
Vou abrir a desgarrada
desgarrada singular
com a garganta afinada
Alexandre podes cantar
Ó sua descaradona
tire a roupa da janela
que essa camisa sem dona
lembra-me a dona sem ela
Ó Senhor dos Aflitos
por mim não tens compaixão
deste-me 3 pernas lindas
mas uma não chega ao chão
A Maria mamalhuda
mandou fazer 2 camas
uma p'ra se deitar ela
outra p'ra deitar as mamas
Fiz amor c'uma galinha
com grande satisfação
p'ra ver o gozo que tinha
fazer dum galo um cabrão
Meninas amai um coxo
Que um coxo também se ama
só a graça qu'ele tem
d'ir aos saltinhos p'rá cama
Homem velho, mulher nova
dá-me sempre a impressão
do inverno entrar na cova
com a primavera pela mão
Minha irmã foi ao dentista
porque lhe doía um dente
o dentista enganou-se
e tirou-lhe os 3 da frente
Torradinhas, torradinhas
torradinhas comeste tu
a Miraldina é como a cabra
não tem p... no c... / não tem cabelo nas costas
Atirei c'uma pedrinha
à janela do meu bem
p'ra fazer sinal ao filho
parti os c... à mãe / parti a cabeça à mãe
Sino, coração da aldeia
Coração, sino da gente
Um, a sentir quando bate
Outro, a bater quando sente
Nem por isso gosto menos
duma mulher que se pinta
As mulheres são como os chocos
E eu, como-os sempre com tinta
Cabelo branco é saudade
da mocidade perdida
às vezes não é da idade
são os desgostos da vida
Os p... saem do c...
como os pombos dos pombais
Os pombos ainda voltam
os p... não voltam mais
Ninguém sabe dizer nada
da formosa Marilú
foi apanhada na escada
a comer bacalhau cru
Tenho uma rata no sótão
ao pé da lata da tinta
Todos os dias vou lá ver
se aquela rata já pinta
Casado que arrasta a asa
à mulher deste e daquele
merece encontrar em casa
outro homem no lugar dele
Ó minha mãe, minha mãe
Ó minha mãe, minha amada
quem tem uma mãe tem tudo
quem não tem mãe é órfão
Nas ondas do teu cabelo
ensinaste-me a nadar
mas quando estiveres careca
ensinas-me a patinar
Cabelo branco é saudade
da mocidade risonha
às vezes não é da idade
mas sim da pouca vergonha
Eu não sei porque razão
certas mulheres, a meu ver
quanto mais pequenas são
mais grandes se querem fazer
Acabou a desgarrada
que não ofendeu ninguém
Boa noite, meus senhores
Passem todos muito bem!
Prestem bem atenção à graça das quadrinhas - algumas very hot :-) - e aos fadistas de raça...
Isto é do genuíno!
A solicitação do Amigo Jaume, aqui se reproduz as quadrinhas
Vou abrir a desgarrada
desgarrada singular
com a garganta afinada
Alexandre podes cantar
Ó sua descaradona
tire a roupa da janela
que essa camisa sem dona
lembra-me a dona sem ela
Ó Senhor dos Aflitos
por mim não tens compaixão
deste-me 3 pernas lindas
mas uma não chega ao chão
A Maria mamalhuda
mandou fazer 2 camas
uma p'ra se deitar ela
outra p'ra deitar as mamas
Fiz amor c'uma galinha
com grande satisfação
p'ra ver o gozo que tinha
fazer dum galo um cabrão
Meninas amai um coxo
Que um coxo também se ama
só a graça qu'ele tem
d'ir aos saltinhos p'rá cama
Homem velho, mulher nova
dá-me sempre a impressão
do inverno entrar na cova
com a primavera pela mão
Minha irmã foi ao dentista
porque lhe doía um dente
o dentista enganou-se
e tirou-lhe os 3 da frente
Torradinhas, torradinhas
torradinhas comeste tu
a Miraldina é como a cabra
não tem p... no c... / não tem cabelo nas costas
Atirei c'uma pedrinha
à janela do meu bem
p'ra fazer sinal ao filho
parti os c... à mãe / parti a cabeça à mãe
Sino, coração da aldeia
Coração, sino da gente
Um, a sentir quando bate
Outro, a bater quando sente
Nem por isso gosto menos
duma mulher que se pinta
As mulheres são como os chocos
E eu, como-os sempre com tinta
Cabelo branco é saudade
da mocidade perdida
às vezes não é da idade
são os desgostos da vida
Os p... saem do c...
como os pombos dos pombais
Os pombos ainda voltam
os p... não voltam mais
Ninguém sabe dizer nada
da formosa Marilú
foi apanhada na escada
a comer bacalhau cru
Tenho uma rata no sótão
ao pé da lata da tinta
Todos os dias vou lá ver
se aquela rata já pinta
Casado que arrasta a asa
à mulher deste e daquele
merece encontrar em casa
outro homem no lugar dele
Ó minha mãe, minha mãe
Ó minha mãe, minha amada
quem tem uma mãe tem tudo
quem não tem mãe é órfão
Nas ondas do teu cabelo
ensinaste-me a nadar
mas quando estiveres careca
ensinas-me a patinar
Cabelo branco é saudade
da mocidade risonha
às vezes não é da idade
mas sim da pouca vergonha
Eu não sei porque razão
certas mulheres, a meu ver
quanto mais pequenas são
mais grandes se querem fazer
Acabou a desgarrada
que não ofendeu ninguém
Boa noite, meus senhores
Passem todos muito bem!
sábado, novembro 24, 2012
sexta-feira, novembro 23, 2012
quinta-feira, novembro 22, 2012
terça-feira, novembro 20, 2012
MIGUEL SILVA - "A melhor de todas"
Plat.
A MELHOR DE TODAS
Carlos Conde / Fado Margarida (Miguel Ramos)
Apesar de na vida em que me iludo
A paixão ser um pouco de estranhar
Eu tive uma mulher que me deu tudo
O que na vida mais se pode dar
Furtou-me ao caminho desvairado
Onde as vidas sem norma se consomem
E aconselhou-me sempre a ser honrado
A virtude maior que tem o homem
Nunca me abandonou nas incertezas
Que fazem apresar os nossos dias
Chorou sempre comigo nas tristezas
P’ra comigo sorrir nas alegrias
Deu-me beijos sem fim de amor sem par
Numa ardência profunda e altaneira
E nunca precisou p’ra me beijar
De saber quanto eu tinha na carteira
Essa mulher de um bem nobre e profundo
Como esse amor não tive em mais ninguém
Era a mulher mais rica deste mundo
A mais rica por ser a minha mãe
Para saber mais sobre Carlos Conde, um dos grandes poetas de Fado, aceda ao blog "O Fado de Carlos Conde"
Subscrever:
Mensagens (Atom)




