sexta-feira, fevereiro 03, 2012

quinta-feira, janeiro 26, 2012

quarta-feira, janeiro 18, 2012

"Ordem Nova" - António Mourão



Umas sábias quadras do "poeta popular" António Aleixo, interpretadas, no Fado das Horas, por António Mourão, o quase esquecido "fadista nova vaga" de quem aqui fica o "Retrato de corpo inteiro"



Plat.1965


quinta-feira, janeiro 05, 2012

sábado, dezembro 31, 2011

快樂2012!

A propósito, de propósito, como entenderem... é nossa missão!
Assim,
Se ainda não conhecem, vale a pena ouvir a entrevista e ouvir cantar o Fado em mandarim e em português, por esta tão especial fadista - Cao Bei



(Boa zona!, digo, Boa, Júlia!...)

Fados!

quarta-feira, dezembro 21, 2011

"Nossa Senhora faz meia"





Com este fado, uma quadra de Augusto Gil, glosada por J. Linhares Barbosa, que Tristão da Silva interpreta numa música de Vianinha, desejo a todos um FELIZ NATAL e Bons Fados!

quarta-feira, dezembro 14, 2011

quarta-feira, dezembro 07, 2011

"Meia Hora de Ouro"


Segundo o Hardmusica nos narra, o Fado apresenta-se hoje no Parlamento, corporizado nesse vulto já quase lendário que todos os portugueses bem conhecem - o filho de Lucília do Carmo, um homem culto, inteligente e muito bem relacionado que imenso tem feito em prol da sua causa fadista. Hoje, a rematar em penalty, o bota, digo, boca d'ouro apresenta-se aos parlamentares, após a hora de serviço, como convém, para lhes cantar meia hora de fados que, dado o título, nos vão ficar ao preço do dourado metal! Esperemos que, no mínimo, transmitam o sempre interessante cerimonial de exibição povonada, digo, pavonada...

Apetece-me dizer: O FADO NÃO É POBREZINHO, MAS TAMBÉM NÃO É ISTO!

Não, não tem nada a ver, a não ser com uma louca e desmedida necessidade de protagonismo em que quase todos têm embarcado, como embarcaram em tantas outras que são hoje a nossa ruína...
O reconhecimento do Fado pela Unesco vai, certamente, servir a alguns que já esperam mais esse filão d'ouro, agora que a mama da Europa está quase seca..., mas não é coisa que sirva o Fado ou de que o Fado necessite para ser o que genuinamente é. De resto, parece-me de uma enorme hipocrisia virem com a conversa de que "esta distinção premeia, em primeiro linha, os fadistas, os músicos, os poetas, os compositores, que fizeram e fazem, ao longo das gerações, a riqueza deste género específico da nossa cultura popular", quando, em boa verdade, os nomes fadistas em destaque são sempre os mesmos e quando não houve sequer o cuidado de, na colecção de selos , fazer representar um dos grandes nomes de um compositor, de um letrista ou de um instrumentista; nem sequer a Severa, esse "mito fundador" do fado, lá teve assento!..., mas teve-o o senhor que é agora, pasme-se, "o grande embaixador da música portuguesa além-fronteiras"!... Se me permitem, será um dos grandes embaixadores, não "o" grande embaixador... De resto, ao longo dos tempos tem havido, por todo o mundo, outros excelentes divulgadores do Fado, tendo, por certo, de entre eles, especial relevância os emigrantes.
Em suma, neste país, onde já quase tudo se permite e impera como que uma "galopada golpista", canta-se o Fado na Assembleia, quiçá para premiar o atónito pavão, perdão, povão espoliado à revelia de leis que ali se vão fazendo aprovar... E é precisamente um fadista conotado com os que desaprovariam este estado de coisas que vai "dar fado" a todos nós...
Ora digam lá se não é precisamente a cereja no topo do golo, digo, bolo!...

sexta-feira, dezembro 02, 2011

ANA MARIA e GABINO FERREIRA

Foi com grande alegria que os portugueses, particularmente a comunidade fadista, acolheu a notícia de ter sido o Fado reconhecido como Património da Humanidade;


mas foi com tristeza que, quase em simultâneo, se recebeu a notícia da morte de dois notáveis fadistas, Ana Maria, a fadista negra, e Gabino Ferreira, o último dos da Velha Guarda.


Em anteriores verbetes, no Fadocravo, tive ocasião de lembrar e homenagear um e outra, mas hoje, ao lembrar essas vozes tão fadistas, presto-lhes também uma última homenagem e ao Fado que tanto enriqueceram, cantando-o.








sábado, novembro 26, 2011

DEOLINDA RODRIGUES - "Fado do Emigrante"

Lembrei-me eu agora de relembrar este Fado, agora que até altos responsáveis da Nação sugerem que emigremos ?!... Ora bem! Nós e a nossa valise de cartão... Um povo de emigrantes / imigrantes e migrantes...

Aqui fica , então, o "Fado do Emigrante", de Amadeu do Vale e Jaime Mendes, na interpretação da sua criadora, Deolinda Rodrigues



domingo, novembro 20, 2011

"Nos tempos em que eu cantava" - ALFREDO MARCENEIRO

Presentemente, anda por aí tanta gente a assassinar o Fado, que cada vez mais me apetece apenas ouvir os antigos...

E tantos que renegaram o Fado, tantos que o apoucavam e a quem dele gostava, agora são os maiores, agora todos sempre amaram a Canção Nacional e sabem tudo... Nesse tempo, em que o cachet não era o mais importante, os fadistas reuniam-se e cantavam por gosto; nem interessava a quem dele agora faz filão dourado...; sim, agora que o Fado dá fama e proveito, todos são fadistas...

Parabéns!, mas não deixem de consultar a Fadoteca; pode ser que por lá descubram coisas muito interessantes!...

Entretanto, fiquem-se com este fantástico "Nos tempos em que eu cantava", de Fernando Teles e de António Rosa Sapateiro, na interpretação maior do nosso Alfredo Marceneiro.


terça-feira, outubro 11, 2011

TINO FERREIRA - "Amor de pai"







A complementar o verbete no Fadocravo, a interpretação, por Tino Ferreira, do fado "Amor de pai", uma letra de Armando Neves

sábado, outubro 08, 2011

Emissão filatélica "O FADO"


Ainda acerca desta emissão filatélica que será apresentada no Museu do Fado no próximo dia 12 do corrente, encontrei aqui a informação mais completa, com acesso ao respectivo Edital, onde se poderá ler um breve texto "explicativo", subscrito por Sara Pereira.

É claro que todos nós, mais ou menos ligados à causa fadista, nos interrogamos acerca da escolha destas individualidades e não doutras, tão ou mais representativas do Fado, e que tantas foram!, logo a começar pela Severa, mito fundador do universo fadista... Todos nós, creio eu, gostaríamos de saber os critérios que presidiram a esta escolha, ou, como é costume, ficar-nos-emos pela aceitação de decisões a que a parcialidade e o compadrio não são, por vezes, estranhas?!...

Por certo que, aquando do lançamento da colecção, à responsável do Museu do Fado, que terá ouvido, para a decisão tomada, os seus conselheiros, nos quais se incluem, creio eu, os fadistas Carlos do Carmo e Vicente da Câmara, será fácil explicar as razões desta escolha e o fará com todo o gosto e fervor democrático... Provavelmente dir-nos-á também porque se optou por não se fazer representar, nesta colecção, outros gigantes do Fado que, assim, continuam a ficar escondidos por detrás das figuras de quem lhes dá voz; refiro-me, obviamente aos autores de letras e músicas absolutamente magistrais, sem as quais, hélas, nem seria possível brilharem no céu as outras estrelas que a colecção premeia. E dir-nos-á ainda a razão de se ter igualmente ignorado aqueles que dão ao fado outra voz, a da guitarra e a da viola...

Ou não?!... Aguardemos!

quinta-feira, outubro 06, 2011

Parabéns, Sr. Carlos!



Parawells, sim! Para além de conseguir esta façanha de que mais ninguém, creio eu, se poderá gabar, consegue ainda que o seu sê-lo tenha maior valor do que o de Amália!... E esta, hem?!

É caso p'ra dizer que Mais vale selo...

Enfim, temos, no país que merecemos, as pessoas que igualmente merecemos...

Como diria o outro, -Palavras para quê? É um "artista" português!...

quinta-feira, setembro 22, 2011

ZECA AFONSO - "Inquietação"




Edmundo Bettencourt e Alexandre Resende são os autores; Zeca Afonso o intérprete deste fado de Coimbra, "Inquietação"

"És linda!, se foras feia / Mesmo assim eu te queria / Não é por ser lua cheia / Que a lua mais alumia // Todo o bem que não se alcança / Vive em nós, morto de dor / Quem ama de amor não cansa / E, se morrer, é d'amor"

Plat.

segunda-feira, setembro 19, 2011

MARIA DE FÁTIMA - "Ceia fadista"






De Carlos Conde e Casimiro Ramos, Maria de Fátima interpreta "Ceia fadista", acompanhada pelas guitarras de António Parreira e de Armandino Maia, a viola de Francisco Gonçalves e a viola-baixo de José Mª de Carvalho


"Conheci no Ribatejo / aquele moço forcado / primeiro disse um gracejo / à tarde atirou-me um beijo / à noite pediu-me um fado // Porém, na ceia fadista / à moda ribatejana / ele, num ar de conquista / namorava muito à vista / os olhos duma cigana // Então, já sentindo o lume / de paixões abrasadoras / fui cantar sem azedume / só p'ra mostrar que há ciúme / num amor de poucas horas // Cada vez que ele a fitava / ia sempre a olhar p'ra mim / mas nem ela imaginava / nem eu própria acreditava / que a cena estava no fim // Mas, após tudo acabado / outra voz chamou-lhe seu / ambas iguais neste fado / nem ela foi do forcado / nem o forcado foi meu"


É caso p'ra dizer "Não há uma sem duas, nem duas sem três"..."E esta, hem?!"

terça-feira, setembro 13, 2011

MANUEL DE JESUS - "Perdi o meu coração"




Acompanhado pelo Conjunto de Guitarras de Jorge Fontes, Manuel de Jesus interpreta "Perdi o meu coração", de Lopes Victor e de Carlos da Maia

segunda-feira, agosto 29, 2011

QUINITA GOMES - "Festa na Atalaia"




Queria muito aqui lembrar esta fadista e por isso me atrevo a fazê-lo com um registo fonográfico em mau estado (também, já não é o primeiro...), mas é o que tenho!...


Antes assim que nada, não é?


No verbete de 2 de Agosto de 2007 do Fadocravo, já eu tinha falado no nome da Quinita Gomes
http://fadocravo.blogspot.com/search?q=quinita+gomes , a propósito de uma ida ao Porto de uma representação fadista que Quinita integrou com, entre outros, o seu companheiro de então, o fadista Frutuoso França...


Hoje, lembro "uma das letras mais populares do repertório de Quinita Gomes", nome artístico de Joaquina Gomes, "Um passeio à Trafaria", da autoria do consagrado João da Mata, que foi também seu companheiro.


Quinita Gomes começou a cantar com apenas 8 anos de idade. A sua voz «velada e triste» fez-se ouvir na "Jansen", no "Solar da Alegria", no "Salão Artístico de Fados"... e no "Monumental", onde um dia se estreou uma outra fadista com apenas 10 anos de idade, Mariana Silva, "A Miúda do Alto do Pina", de quem foi Madrinha de Fado.


"Festa na Atalaia", assim se intitula este fado, que tem como autores João da Mata e Miguel Ramos, é do repertório e interpretado por Quinita Gomes

VÍDEO DE HOMENAGEM




Encerrando hoje as Festas em Honra de Nossa Senhora da Atalaia, republico, a propósito, este verbete, já publicado em 14.AGO.2009, lembrando uma vez mais esta fadista do antigamente (ou nem tanto...) e este fado de que muito gosto.

terça-feira, agosto 23, 2011

EULÁLIA DUARTE - "O sabor do Fado"



"...Cantar o Fado é saber / Sentir, amar e sofrer..."

Com música de Jorge Fontes e letra de D. Silva, Eulália Duarte interpreta "O sabor do Fado".

Plat.

Eulália Duarte, uma singular voz do Fado, natural de Lisboa (Lumiar), estreou-se no Café Luso (Catedral do Fado) na travessa da Queimada em 1947, foi em Moçambique (Lourenço Marques), dona de duas casas de fado onde teve grande projecção... "Club dos Lisboetas - Adega da Madragoa e Tendinha" casas onde muito trabalhou... em 1972 com o fadista Carlos Macedo, foi eleita Rainha do Fado... 

Gravou muitos temas tais como: "Você Chega a Estas Horas" (1º grande exito), "Lenda das Rosas" (2º exito), "Sabor a Fado" (3º grande exito), seguiu-se o "Dia de Feira" exito em duas versões, "Ser Fadista", "Assim era o Fado", "Lisboa minha Lisboa", "No Ribatejo", "O Meu Cigano", "Marujo de Lisboa", "Sabor a Fado", "Espalho o meu Coração", "A verdade que sou Eu",... pôs o seu cunho pessoal no "Lisboa Antiga", "Numa Casa Portuguesa", "Fado das Caldas", "Armazém dos Maridos", "O Meu Amor é Forcado", entre muitos outros e últimamente o (Fado do Cartaxo) "Vai acima, vai abaixo, com o Bom Vinho do Cartaxo" , grande exito, este fado é um cartão de visita à cidade... 

Fez vários filmes onde se destaca o "O Explicador de Matemática" de Corinha Ramos, entrou no comentário televisivo o "Ribatejo no Fado"... foi solista de orquestras, cantou nas melhores casa de fado de Lisboa e do nosso pais ao lado de grandes nomes, na rádio, televisão, em festas e romarias, recebeu várias prémios, conta com mais de 65 anos de carreira... 

É casada com José Albergaria da Silveira, técnico de contabilidade e não têm filhos... encontra-se a residir à mais de 30 anos em Ereira - Cartaxo (bonita aldeia no coração do Ribatejo), tendo-a adoptado como sua terra natal...

Na festa dos seus 60 anos de carreira no pavilhão do Centro Social e Paroquial contou com a presença de muitos colegas e amigos... entre as quais a já saudosa Dilma Melo (Nazareth Barbosa) (fadista e solista da Orquesta Típica Scalabitana)... últimamente Eulália Duarte encontra-se adoentada... por isso está afastada...

Os seus temas encontram-se gravados em vínis e cassetes, já não se encontram à venda, alguns temas estão disponíveis no Google, Facebook e no www.youtub.com...

Alguns fadistas amigos: Herminia Silva, Frutuoso França, Alfredo Marceneiro, Maria Albertina, Luís Piçarra, Amália Rodrigues, Lucília do Carmo, Fernando Maurício, Berta Cardoso, Carlos Macedo (Rei do fado 1972), Argentina Santos (dona da Parreirinha de Alfama), Celeste Rodrigues, Deolinda Rodrigues, Maria Augusta, "Zito (José Eduardo)", Nuno de Aguiar, Dilma Melo, José Carlos Garcia, Carlos Lisboa, José Carlos Agustinho, Maria João Quadros, Alexandra, António Figueiredo, Matilde Pereira, António Passão, Manuel João Ferreira, Manuel José Duarte, Emílio Serra, Palma Gois, João Chora, Joana Amendoeira e a nova revelação Hugo Faustino, entre muitos outros...

Alguns guitarras e violas com quem trabalhou: Pacheco (Pai), Profº Joel Pina, Jorge Fontes, José Fontes Rocha, António Chaínho, Martinho D`Assunção, Raul Silva, Avelino Magalhães, José Braga, Carlos Lopes, António Fonseca, Fernando Rebelo, Carlos Velez (Pai), Rui Girão, José Carlos Marona, Raimudo Seixas, Gilberto Silva, Custódio Castelo, José Bacalhau, Luís Petisca, Cajé Garcia, Pedro Amendoeira, entre muitos outros...

Jorge Durão