quinta-feira, agosto 20, 2009

MAVILDA GONÇALVES - "Parreirinhas"

VÍDEO DE HOMENAGEM

Natural de Lisboa, onde nasceu em 1949, Mavilda Gonçalves encontrava-se há cerca de 35 anos no Brasil, onde faleceu no passado dia 3.

Estreou-se na "Tipóia", onde se apresentou por breve tempo dado que, com cerca de 24 anos, aceitou um contrato para o Japão, onde permaneceu por 6 meses, e daí foi para o Brasil, convidada para inaugurar, em São Paulo, a casa de fados "Abril em Portugal", que teve grande sucesso; apresentada no, já extinto, canal de televisão Tupi, actuando ao lado de grandes nomes da música popular brasileira, como Lolita Rodriguez, Mavilda Gonçalves fez uma brilhante carreira no Brasil, actuando em várias casas de fado do Rio de Janeiro e São Paulo, tendo-se retirado abruptamente em 1981, por motivos relacionados com a sua vida particular.

Com o fado "Parreirinhas", de Maria Nelson e de Casimiro Ramos, presto a minha modesta homenagem a Mavilda Gonçalves que, por outras terras, difundiu a nossa Cultura e a Alma Portuguesa, na Voz do Fado.

(Agradecimentos a: Fernando Batista http://fbfadoporto.blogspot.com/, José A. Soares e Fernando V. Alves)

domingo, agosto 16, 2009

MARIA DA CONCEIÇÃO - "Mãe preta"

(se carregar na imagem, para aumentar, reparará que se encontra escrito, em rodapé, "Visado pela Comissão da Censura"; eles nem queriam enganar alguém...:))

Em cima do acontecimento (salvo seja!), mas não me antecipando, como convém, às notícias dos profissionais, pareceu-me oportuno editar agora este verbete, acerca da cantadeira Maria da Conceição, criadora, em Portugal, do tema "Mãe preta", da autoria dos brasileiros Piratini e Caco Velho.

Em boa hora a etiqueta Estoril, na senda do que já vinha sendo feito, decidiu reeditar este e outros êxitos daquela fadista, assim reavivando as nossas fracas memórias, que agradecem... Parece que a Fundação Manuel Simões continua, deste modo, a política do seu fundador http://fadocravo.blogspot.com/2008_08_01_archive.html , facto que me parece ser motivo de regozijo para todos os amantes de Fado.

Acerca deste facto, pouco mais há a dizer do que o aqui http://aeiou.expresso.pt/gen.pl?p=stories&op=view&fokey=ex.stories/530894 brilhantemente noticiado por quem muito entende, entre outros assuntos, de jornalismo e fado, o jornalista Nuno Lopes, da Lusa, co-autor do grande sucesso "Fado Sempre!" http://fadocravo.blogspot.com/2008_12_01_archive.html, a quem daqui saúdo pelo seu constante labor em prol da res fadística.

Porém, e para além do vídeo, tenho a oferecer-vos a partilha deste documento da época, onde figura a letra do poeta, mas devida e convenientemente alterada pelos censores, a ver se conseguiam que a verdade fosse menos verdade!... É claro que a Censura acabou (?!) Mas, terá mesmo sido exterminado este seu reprovável modus faciendi?!... O desrespeito pelas autorias e pela Obra Intelectual é tal, que bem parece que, presentemente, esses censores até seriam premiados... precisamente, por uma dessas manhosices bem jeitosa a ver se passa, de quem se pensa o máximo e julga que os outros são todos burros e ignorantes... Pois é, bem pregava Frei Tomás!........:) Mas isso agora não interessa nada!... O que importa é que a confusão se desconfunda e que muitos dos que não sabiam e/ou dos que não queriam acreditar, fiquem agora a saber que, de facto, antes do enorme êxito que foi o "Barco Negro", na voz de Amália, com letra "à medida" de David Mourão-Ferreira, para o filme "Os amantes do Tejo", já tinha sido um enorme sucesso o "Mãe preta", na voz de Maria da Conceição, que ousou cantá-lo e gravá-lo, tal qual tinha sido escrito, naqueles perigosos e obscuros tempos em que descaradamente existia C. de C.... :)

E não me venham para cá com conversas que era por pura ignorância que o fazia!.... que nem sabia o que fazia... que não era de um modo consciente e assumidamente........ mas, afinal, a inteligência quando nasceu, foi só para alguns?! os outros são sempre uns tótós?!...
Ó Aluminati, que desconsideração!...

Por amor à Santa!...


VÍDEO DE HOMENAGEM

quarta-feira, agosto 12, 2009

ARMINDA DA CONCEIÇÃO - "Não me chames trigueirinha"

VÍDEO DE HOMENAGEM
Conheci Arminda da Conceição, há já alguns anos e há outros tantos que nada sei dela... Creio que já se encontrava "aposentada" e que, em Abril deste ano, estava de boa saúde, pelo que me foi dado ler no "Isto é Espectáculo".
Ontem tive dela a notícia que nunca gostamos de saber... Será mesmo verdade?!... pergunto. É que, embora já devesse estar habituada, de cada vez que acontece, fico incrédula e triste por este inexplicável alheamento, este silêncio da Gente do Fado... nem uma notícia, nada?!...
Lembro-a aqui, prestando-lhe a minha singela, mas sentida homenagem, interpretando este fado da autoria de João de Freitas e de Jaime Santos.
 
Plat.


domingo, agosto 09, 2009

JOSÉ MANUEL BARRETO - "Senhora da Nazaré"

VÍDEO DE HOMENAGEM

"José Manuel Barreto tem um percurso no Fado que poderia ser apelidado de cinematográfico. Do menino do Barreiro que ouvia Fado no rádio do avô até ao palco das escolas, passando pelas reuniões de amigos no cumprimento do serviço militar durante a Guerra Colonial, este cantor foi criando uma reserva interior de sentimentos que ultrapassam muitas vezes a mera ficção das palavras no papel.

Corria a década de 70 e, nessa altura, o cantor já havia passado por diferentes palcos portugueses, inclusivamente o do Coliseu dos Recreios, na Grande Noite do Fado quando tinha apenas quinze anos. Após muitas deambulações na noite fadista de Lisboa, José Manuel Barreto, é convidado a conhecer a Taverna do Embuçado, na altura gerida por João Ferreira Rosa, onde conhece nomes importantes do meio, como Fontes Rocha, Francisco Perez “Paquito”, Pedro Leal e Alfredo Marceneiro.

Anos mais tarde, já na década de 80, Barreto conhece alguns compositores que o desafiam a gravar o seu primeiro álbum no qual participa um elenco de luxo: Joel Pina, Luís Pedro Fonseca e Fontes Rocha.

O seu último trabalho discográfico “Fado Santa Luzia” é o resumo de muitos anos a dar alma e sentido ao Fado e nele José Manuel Barreto reuniu músicos de peso.

Dono de uma voz e de um estilo que o tornaram inconfundível, Barreto é hoje uma referência nos circuitos conhecedores da canção urbana lisboeta, confirmando o velho adágio de que “o melhor fado é sinónimo de vivência, sem a qual a melhor arte não tem alma”. "

(in Algarve Digital)

"Senhora da Nazaré" é o fado que escolhi para aqui homenagear José Manuel Barreto. A letra e a música são de João Nobre .

terça-feira, agosto 04, 2009

ARMINDA VIDAL - "Fado das Touradas"


(in C.S.37)

Para aqui recordar Arminda Vidal, de quem não tenho qualquer registo fonográfico, esta letra de Amadeu do Vale, o "Fado das Touradas", da revista "Estrelas de Portugal", um dos grandes êxitos da fadista que o cantou ao microfone da Emissora. Aqui se lembram grandes nomes da Festa Brava, tais como o Calabaça, o Peixinho, O Fernando de Oliveira, o Zé Casimiro...

Este fado pode ouvir-se aqui

http://www.youtube.com/user/eradogramophone#play/all/uploads-all/0/LYofbs6mxNg

interpretado por Hermínia Silva.

E aqui http://www.youtube.com/watch?v=3q-1MSn0x_U podemos ouvir a bonita voz de Arminda Vidal, interpretando "O combóio da Beira Baixa".

terça-feira, julho 28, 2009

MANUEL BRANQUINHO - "Balada do Encantamento"

Esta "Balada do Encantamento" tem, para mim, encantos muitos especiais e, por isso, aqui a incluo; penso que não desmerecerá o Fado, se bem que o de Coimbra, se como tal for apelidada...

Interpretada pelo meu amigo Manuel Branquinho, voz consagrada do Fado de Coimbra, esta balada, da autoria de D. José P. d'Almeida e Silva (Dr.), transporta-me inevitável e saudosamente ao tempo da minha juventude, da descoberta das sonoridades do Fado de Coimbra e depois do Fado de Lisboa, que era também cantado nas nossas tertúlias, principalmente os repertórios da então já veterana Mª Teresa de Noronha e da ainda principiante Tereza Tarouca.

Assim presto homenagem ao intérprete desta balada e à minha cidade de Leiria, onde mora a saudade e o encantamento...

Leiria dos Poetas e da Melancolia, Leiria do Marachão e do rio Lis, dos amores proibidos, do Castelo de Afonso, o Conquistador, de Dinis, o Lavrador, e da Rainha Santa Isabel, a que transformou o pão em rosas... antiga e misteriosa minha Leiria d' O Menino do Lapedo, do encantado vale!...

sábado, julho 25, 2009

LINA MARIA ALVES - "Fado da Vida"

Lina Maria Alves deixou-nos em 2007.
Conheci-a na "Parreirinha", de cujo elenco fez parte durante cerca de 40 anos.
Aqui fica a minha homenagem à criadora de "O cigano é só meu", provavelmente o seu mais conhecido sucesso.
Contudo, hoje recordo-a cantando este "Fado da Vida" da autoria de J. Frederico de Brito.

VÍDEO DE HOMENAGEM

Plat.

quinta-feira, julho 16, 2009

RUI DE MASCARENHAS - "Saudade sem vida"

Nota biográfica:
Nasceu a 14 de Dezembro de 1932, em Vila Perry na antiga colónia Portuguesa de Moçambique.Veio para o Continente aos 5 anos de idade, passou depois pelos Açores. Cursou Arquitectura, mas concorrendo a um programa de rádio(APA), na altura muito em voga e donde saíram muitos dos Grandes nomes da nossa Canção, ganhou!!!, mandou o curso ao ar e canta por todo o lado ; levado pelos Companheiros da Alegria de Igrejas Caeiro percorre Portugal e o Brasil. Vai para França e é o segundo Artista Português a Pisar o palco de L'Olimpia de Paris, a primeira seria Amália Rodrigues. Nesse tempo ir a esta sala de espectáculo era a consagração total de um artista. Hoje qualquer artista lá canta desde que pague o aluguer. Sinais dos Tempos. Ganha a Medalha de ouro Grand Prix de Cannes. De volta a Portugal grava " Os Pauliteiros do Douro" que ficará para sempre como o seu cartão de visita. Em todos os passatempos APA realizados no Ex-cinema Eden, é presença obrigatória. Parte para os Estados Unidos onde fica alguns anos com Sucesso, fala e canta em 8 línguas diferentes. Segue para o Canadá onde renova o Sucesso de cantor; a sua bonita presença e voz encantadora leva-o para o maior Teatro de Montreal onde, sendo o único Português em centenas de cantores e actores, representa com muito sucesso a Opereta " Viúva Alegre". Grava Discos no Canadá. O seu " Amor" e " Mourir ou Vivre" manteem-se longos meses no Top, são de facto grandes êxitos. A Fama chega a Portugal. Regressa com o "Encontro às dez" e " Maria Helena", como grandes sucessos. Mas é o eterno " Pauliteiros do Douro" a que mais entra no coração dos Portugueses. Ganha o 1º prémio da Costa Verde-Espanha. Contudo, os tempos de mudança, instalados no País após a Revolução de 25 de Abril, trouxe-lhe a ele como a muitos outros Grandes um crescente desencanto. A sua "estrelinha" começa lentamente a definhar... ainda canta nalguns cabarets... triste e desolado aponta culpas, sente-se injustiçado ( e foi)... pensou gerir a sua fama... mas actores... fadistas... cantores, todos Eles começam a ficar na prateleiras... não teem espectáculos. Hoje qualquer Modelo é actor... cantor... as próprias televisões promovem esses" artistas"; hoje tudo o que é Pimba... canta canções lamechas... tem padrinho ou afilhado. Vence. Os grandes estão esquecidos, eles que deram tudo por tudo subiram a pulso, tiveram lições de canto com os maiores professores, esses ficam esquecidos. As rádios perdem a força... pouca música Portuguesa passam...Tem que se pagar fortunas para gravar... gravando, não teem quem os promova. O passado não tem futuro neste País por vezes tão ingrato. Os políticos só querem os artistas para caçar votos. No dia 22 de Fevereiro de 1987, aparece morto em sua casa, no Porto. Embolia cerebral dizem uns... e outros nem nada dizem. Morreu uma Estrela. Um Cantor de Sucesso. Um dos Grandes entre os Grandes... e o silêncio cai na cidade. Ninguém hoje recorda RUI DE MASCARENHAS. Eu, que trabalhei ainda com ele no "Satélite", não deixarei de o relembrar e dizer que os " Pauliteiros do Douro" ainda existem.

(in http://www.fotolog.com/luisduval_20/69311547)



De facto, Rui de Mascarenhas celebrizou-se e é lembrado como cançonetista, "cantor romântico", sendo dessa área os seus mais conhecidos êxitos; mas, como acontecia na época com muitos outros, também cantou Fado, gravou fado e até cantou durante algum tempo numa Casa de Fados - a "Nau Catrineta", que viria depois a ser "O Poeta" e acabaria demolida... hoje está lá o sítio, em Alfama... É, pois, essa sua faceta de fadista, quiçá menos conhecida, que aqui vamos recordar com este fado tradicional, com letra de F. Peres e música de F. Viana.
Vídeo de Homenagem

sábado, julho 11, 2009

ODETE MENDES - "O mundo que há em mim"

VÍDEO DE HOMENAGEM


Odete Mendes, nome artístico de Mª Odete Pessoa Mendes Novo Gomes, cantadeira e letrista, nasceu em Lisboa em 1943, tendo-se estreado como profissional em 1960, na casa de fados "A Márcia Condessa", encontrando-se a actuar n' "O Forcado" quando se retirou. Filha de um dos mais importantes violistas de fado do séc. XX - Alfredo Mendes (1907-1967) - carregou consigo o peso dessa responsabilidade, mas também a do talento com que igualmente o Fado a marcou.

Intérprete e autora da letra, Odete Mendes dá voz a este fado como convém -com alma, sentir e saber; a música é de João Mª dos Anjos.


Agradecimento

Ao investigador José Manuel Osório, pela gentileza de me disponibilizar o inédito da biografia desta cantadeira, permitindo-me a sua integral utilização, se assim eu o entendesse. Bem Haja!

sexta-feira, julho 10, 2009

UM PLAGIADOR


Há já algum tempo, encontrei no Ilustração Portuguesa este artigo, retirado de uma Ilustração, dos anos 30, a que o autor, o conhecido Repórter X - Reynaldo Ferreira, deu o sugestivo título "A Exportação do Fado Português... por grosso e em contrabando" (sublinhado meu). Trata-se, muito simplesmente, de um caso de plágio, levado a efeito por um estranho personagem de nacionalidade polaca, que durante algum tempo residiu em Lisboa e que, de tal modo apaixonado pelo Teatro de Revista e pelos sons do Fado, regressou com eles ao seu país onde os apresentou como se seus fossem!...
Por certo, nunca lhe terá passado pela cabeça que um português fosse a Varsóvia e, demais, fosse assistir a uma representação de uma das "suas" Revistas... Azar! Logo ele, que tanto cuidado tinha tido, que, ainda com algum "pudor", tinha ido plagiar para tão longe...
A ser verdadeira esta história, não terá tido bom desfecho... é que, deste polaco plagiador, Oswald Zelñick, não há qualquer registo de autorias, nem ninguém me soube dar notícia...
Terá sido, por assim dizer, exterminado!?
Afinal, por cá, outros há, continua a haver, que sem qualquer pingo de vergonha e alarvemente, nas barbas do autor, reclamam como suas autorias consagradas que (quase) toda a gente (re)conhece... e ainda assim são premiados!...
É mesmo caso para gritar: "-Ó pai, o Rei vai nu!..."
Ou, se preferir "-E esta, hem?!"...

domingo, julho 05, 2009

CARLOS DUARTE - "Teu vestido azul"



Filho de Alfredo Duarte, "Marceneiro" e irmão de Alfredo Duarte Jr., Carlos Duarte (1921 - 1966) é, dos Marceneiro, provavelmente, o menos conhecido do grande público, tanto mais que
cantou o Fado apenas como amador.
Era frequentador assíduo dos retiros de fado, onde era muito considerado, sendo unânime a opinião, de todos quantos o escutavam, de que era um grande intérprete do Fado. São de sua autoria algumas letras de fados que interpretou; porém, a do fado, com que hoje o lembro, é da autoria de Henrique Rego, uma letra muito interessante, com um certo gosto e codificação petrarquistas, interpretada no Fado Mª Marques, da autoria de seu pai, Alfredo Duarte Marceneiro.
Vídeo de Homenagem

quarta-feira, junho 24, 2009

EXPOSIÇÃO " EU SOU FERNANDA BAPTISTA..."

EXPOSIÇÃO - ÚLTIMOS DIAS

“EU SOU FERNANDA BAPTISTA,NASCI PARA O FADO
E PARA A REVISTA”

DESDE O PASSADO DIA 25 DE MAIO DE 2009 PATENTE AO PÚBLICO NA JUNTA DE FREGUESIA DE SANTOS-O VELHO, CHEGA AO FIM NO PRÓXIMO DIA 28 DE JUNHO A EXPOSIÇÃO DE HOMENAGEM À MAIOR VOZ DO TEATRO DE REVISTA .
FERNANDA BAPTISTA NASCEU EM LISBOA A 7 DE MAIO DE 1919 E FALECEU EM CASCAIS A 24 DE JULHO DE 2008,TEVE UMA CARREIRA DE 65 ANOS PREENCHIDA DE GRANDES SUCESSOS
NO TEATRO DE REVISTA COMO FADISTA E ACTRIZ, MAS TAMBÉM NA COMÉDIA E EM OPERETA
DO SEU VASTO CURRICULUM CONSTAM 48 REVISTAS,2 COMÉDIAS ,2 OPERETAS E UM FILME.
MIGUEL VILLA DECIDIU RELEMBRAR A FADISTA E AMIGA NUMA EXPOSIÇÃO ONDE SE RECORDAM ESTES 65 ANOS DE CARREIRA E 90 DE IDADE ,TRAZENDO A PÚBLICO ALGUNS DOS SEUS MAIS BONITOS VESTIDOS DE CENA BEM COMO CARTAZES DE ESPECTÁCULOS ONDE PARTICIPOU, FOTOGRAFIAS DE CARTAZ E DE CENA, SAPATOS, BRINCOS, GARGANTILHAS, PARTITURAS, MANUSCRITOS, CARICATURAS, ENTRE OUTROS OBJECTOS QUE NOS RECORDAM A FADISTA.
A JUNTA DE FREGUESIA DE SANTOS–O–VELHO ABRAÇOU DESDE LOGO ESTA EXPOSIÇÃO ESTANDO, ASSIM, JUNTAMENTE COM MIGUEL VILLA E NO BAIRRO DA MADRAGOA A HOMENAGEAR AQUELA QUE FOI MADRINHA, DURANTE ANOS, DA MARCHA DO BAIRRO
E ONDE O SEU NOME AINDA HOJE PERMANECE COMO MADRINHA HONORÁRIA.
ESTA EXPOSIÇAO PODERÁ SER VISTA NA JUNTA DE FREGUESIA DE SANTOS-O-VELHO, DIARIAMENTE, ENTRE AS 14 E AS 19H ATÉ AO PRÓXIMO DIA 28 DE JUNHO.
DIA 28 ENCERRARÁ EM GRANDE COM A APRESENTAÇAO DE UM ESPECTÁCULO DE VARIEDADES ONDE IRÃO ESTAR PRESENTES A FADISTA MARIA AMÉLIA PROENÇA, ANITA GUERREIRO, ADA DE CASTRO E CAROLINA TAVARES PARA NOS RECORDAR ALGUNS DOS SUCESSOS DE FERNANDA BAPTISTA, A GRANDE MARCHA DA MADRAGOA(DE QUE FERNANDA BAPTISTA É MADRINHA HONORÁRIA), O GRUPO “ARTISTAS PRÓ PALCO”, QUE IRÃO FAZER UM EXCERTO DO ESPECTÁCULO QUE TÊM EM DIGRESSÃO E ONDE HOMENAGEIAM A FADISTA E AINDA UM COLÓQUIO ONDE O PÚBLICO IRÁ FAZER PERGUNTAS SOBRE A CARREIRA DA CITADA FADISTA E AS MESMAS IRÃO SER RESPONDIDAS POR MIGUEL VILLA.
ASSIM, VENHO POR ESTE MEIO E MAIS UMA VEZ CONTAR COM A VOSSA COLABORAÇAO E DIVULGAÇAO DAS INICIATIVAS DE ENCERRAMENTO DA EXPOSIÇÃO “EU SOU FERNANDA BAPTISTA, NASCI PARA O FADO E PARA A REVISTA”
E CONVIDO-VOS, DESDE JÁ, A ESTAREM PRESENTES NO ENCERRAMENTO QUE TERÁ INICIO ÀS 16H NA JUNTA DE FREGUESIA DE SANTOS-O-VELHO, NA RUA DA ESPERANÇA, 49, À MADRAGOA
PARA MAIS INFORMAÇÕES E ESCLARECIMENTOS CONTACTE:
MIGUEL VILLA
TLMS: 91 727 15 11/964 972 994
OU POR MAIL :miguelvilla@iol.pt
atentamente
Miguel Villa

ESTA EXPOSIÇÃO CONTA COM O APOIO DE:
TEATRO POLITEAMA/FILIPE LÁ FERIA TEATRO MARIA VITÓRIA/HELDER FREIRE COSTA
JUNTA DE FREGUESIA DE SANTOS O VELHO M.ROLO-EMPRESA DE MANEQUINS
GIVETGIFE/PEDRO ALMEIDA CARLOS CASTRO SUSANA ROGEIR
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VÍDEO DE HOMENAGEM

sábado, junho 20, 2009

"ROSA ENJEITADA" e o "Fado Aristocrático"



(Doc. "Berta Cardoso na Revista")

Como já referi no post anterior, o fado "Rosa enjeitada" foi estreado no teatro de revista, tendo aí tido como intérpretes duas das mais representativas cantadeiras-actrizes do séc. XX - Hermínia Silva e Berta Cardoso. Este documento, que aqui se reproduz, corresponde à fala cantada pela Rosa Engeitada (letra do fado), papel desempenhado por Berta Cardoso.
A letra deste fado resume, digamos assim, a trama que enforma o melodrama (1901), da autoria de D. João da Câmara, cujo nome é o da personagem principal, a Rosa Engeitada; e, afinal, quem era essa Rosa engeitada? uma rameira, que vive com Francisco (o homem de quem gosta e que sustenta) e que pensa mudar de vida, mas não consegue, não tem coragem... até que um dia, conhece um outro rapaz, o João - trabalhador, simples, honesto -, em tudo a antítese do Francisco, nascendo desse encontro o amor verdadeiro que faz renascer na meretriz a esperança de uma nova vida...
É, como se vê, uma história actualíssima, melhor, de todos os tempos... um drama vivencial cujas implicações sociais não têm hoje, digo eu, a carga reprobatória e de indesculpabilidade que tinham então, mesmo já em finais da primeira metade do século XX, altura em que Maria Teresa de Noronha se deixou enCANTAR por este fado, da autoria de José Galhardo e de Raúl Ferrão, enCANTAmento bem patente na sua magnífica interpretação, recordada neste vídeo.
Já agora, a talho de foice, presta-se perguntar: é este o fado que os especialistas designam por "fado aristocrático"?!...
Esta é uma etiqueta com que sempre embirrei porque não alcanço qualquer bom motivo para que se empregue. Vejamos. À semelhança do designado "Fado Marialva", onde cabem todos os fados com determinada temática, o "Fado Aristocrático" deveria designar e englobar os fados que obedecessem a uma certa temática, por certo relacionada com a aristocracia, ou forma de poema ou qualquer música associada, mas isso não se verifica efectivamente... Assim, essa designação apenas indicará, por certo, o estatuto aristocrático de alguns intérpretes do Fado, e, nesta perspectiva, parece-me absolutamente desadequada, melhor, incorrecta, porque, em boa verdade, não é o fado que passa a ser aristocrático, mas sim os aristocratas que passam a ser fadistas... E, embora eu não consiga descortinar a mais valia de colocar numa mesma gaveta os aristocratas que enfileiraram pela carreira de fadistas e etiquetá-los, o que desde logo se me afigura até uma forma de discriminação, se bem que positiva, entendo que a designação mais correcta seria, então, a de "Fadistas Aristocráticos", pois é disso que se trata, e nunca "Fado Aristocrático" que, até prova em contrário, não existe.
O Fado é do Povo e, por isso, não é aristocrático, mesmo que cantado por um fidalgo, acompanhado ao piano, no salão do seu palacete...
Mas, não sendo aristocrático, o Fado é nobre, tão nobre quanto o Povo que canta e que o canta, aristocratas incluídos...
Porque o Fado é a expressão da Alma de um Povo que na História é reconhecido pela sua nobreza de carácter! Esta é a verdadeira nobreza e a mais valia do Fado.
VÍDEO DE HOMENAGEM

domingo, junho 14, 2009

FIDALGOS POETAS E FADISTAS




























Andava eu a tentar pôr uma certa ordem na papelada, cairam-me os olhos neste artigo, datado de 1908, de Júlio Dantas, que é, de facto, uma página de História, documento que eu tinha seleccionado para, em tempo, divulgar... Nem de propósito (nada é por acaso), contacta-me o amigo Antón, do blog http://fadous.blogspot.com/, pretendendo informações acerca do poeta de fado D. António de Bragança, autor, entre outras, da letra do "Fado das Horas"...

Respondi-lhe muito atabalhoadamente, dando-lhe informação do pouco que sabia e pensei então que seria tempo de melhor me informar e publicar esta página, pretexto para recordar alguns Fidalgos, da melhor linhagem Portuguesa, cujo contributo tem enobrecido e enriquecido a família fadista.

Este artigo de Júlio Dantas evoca, nem mais nem menos, a figura do eminente dramaturgo e poeta Dom João Maria Evangelista Gonçalves Zarco da Camara (1852 - 1908), autor da peça "Rosa Engeitada", donde se extraiu a opereta popular com o mesmo nome e um dos mais emblemáticos fados, superiormente interpretado por Hermínia Silva, Berta Cardoso, Fernanda Maria e Maria Teresa de Noronha, que o celebrizou; de uma simplicidade e afabilidade notáveis, D. Maria Teresa do Carmo de Noronha, bisneta do 2º Conde de Paraty, dedicou a sua vida (1918 - 1993) ao fado, tendo mesmo casado com o distinto compositor e guitarrista amador José António Barbosa de Guimarães Serôdio, filho do 2º Conde de Sabrosa; era, podemos dizer, um nobre casal fadista! Igualmente descendente de Dom João da Camara e sobrinho de D. Maria Teresa de Noronha, é o consagrado fadista Vicente da Câmara (1928), D. Vicente Maria do Carmo de Noronha da Camara, filho de D. João Luís de Seabra da Camara (1905) e pai do também fadista José da Camara (1967), D. José do Carmo de Ataíde da Camara.
Finalmente, o poeta de fado D. António José Manuel de Bragança (1895 - 1964), autor, entre outros, do célebre Fado das Horas, pai de D. Segismundo Caetano da Camara de Bragança(1925), violista amador de reconhecido mérito, primo de Vicente da Câmara e sobrinho de uma das mais emblemáticas figuras da boémia lisboeta do passado século, frequentador assíduo de casas de fado, particularmente da Adega Mesquita, de cujo dono era muito amigo - refiro-me, claro está, a D. Pedro João Libânio Manuel de Bragança (1885 - 1972).
Destes diria eu, parafraseando Júlio Dantas, que não tiveram "de inventar um brazão como Garrett" e nem o tiveram também que inventar dois outros nobres fadistas que não poderia deixar de aqui lembrar - Frei D. Hermano Vasco Villar Cabral da Câmara (1934) e Nuno Maria de Figueiredo Cabral da Camara Pereira (1951).
Todos descendentes de D. Afonso Henriques, de resto como o era também a grande actriz IVONE SILVA, de sua graça Maria Ivone da Silva Nunes (1935 - 1987)...
Com todos estes dignos cultivadores e amantes de fado, comprovados representantes da mais nobre linhagem portuguesa, digam lá que o fado era apenas canção de rameiras e rufias!...
E se o era, lá teria os seus encantos para rapidamente o deixar de ser. De facto, parece-me que o célebre par da fadista Severa e do Conde de Vimioso é, para além dessa história, o ícone dessa sistemática e apaixonada transgressão que sempre uniu as mais nobres às mais populares casas portuguesas, proporcionando uma apetecida e saudável renovação genética, que, de tão proveitosa, levou à ratificação dessa fantástica e nobre instituição que é a bastardia!...
Ligação: Acerca deste assunto pode ler, em inglês, o artigo mais específico sobre Dom António de Bragança, the Author of the “Fado das Horas” , por Anton Garcia-Fernandez.

sexta-feira, maio 29, 2009

BERTA CARDOSO - "Testamento"

Em 2006, no Museu do Fado, esteve patente uma exposição sobre BERTA CARDOSO, uma das mais importantes personalidades da História do Fado do séc. XX.

A exposição foi um sucesso, tendo sido primorosamente organizada, como pode constatar-se pelas fotos que integram o vídeo.

Não será demais agradecer, ainda uma vez, a dedicação e empenho de todos que colaboraram neste projecto, nomeadamente à responsável pelo Museu do Fado. Bem Haja!

O fado - "Testamento", que Berta Cardoso interpreta, é da autoria de João Redondo.

sexta-feira, setembro 05, 2008